Nessa entrevista, Axl falou sobre a participação no show.
- O show com o Queen foi intenso pra caralho. Quando a gente conheceu o Brian May no verão passado foi foda, nenhum de nós queria deixar ele ir embora. Ele é uma das pessoas mais legais que eu já conheci. A gente tocou "Bohemian Rhapsody" sem ensaiar. Brian me pediu para cantar no dia do show e eu me senti bem, então cantei.
O que pouca gente sabia é que a nova amizade com Brian May renderia uma nova jam ao Guns n' Roses poucos meses depois do show tributo para Freddie Mercury...
Menos de 50 dias depois do show de tributo a Freddie Mercury, o Guns n' Roses estava de volta ao estádio de Wembley.
O show estava marcado para 13 de junho.
E convidados especiais eram anunciados.
O convidado especial era Brian May, o guitarrista do Queen.
E adivinha o que aconteceu?
Ele salvou o Guns n' Roses.
***
O cenário que Brian May encontrou era o pior possível.
O Guns n' Roses estava desmoronando na frente do mundo.
A saída de Izzy Stradlin havia sido o golpe final. Sem Izzy, o Guns n' Roses deixou de ser uma banda de cinco caras tocando rock n' roll.
Agora o Guns n' Roses era uma corporação, com funcionários, assistentes e "músicos de apoio".
A banda mais perigosa do planeta se transformara no pior clichê do rock de arena.
E Axl Rose era apenas um sombra do frontman que arrebatou a admiração de milhões.
Visivelmente deslocado do resto da banda, com problemas pessoais, Axl estava claramente desinteressado nos shows.
A impressão é que ele só dava tudo de si em raros momentos do show, como ao cantar "November Rain".
No resto do tempo, Axl parecia simplesmente ligar o piloto automático.
E esperar que tudo aquilo acabasse o mais rápido possível.
***
Para piorar, Slash e Duff se afundavam numa espiral assassina de álcool e drogas.
Os dois viviam praticamente como dois zumbis.
Não conseguiam enxergar que a banda de suas vidas estava se desintegrando.
Não conseguiam enxergar que sem Izzy o Guns n' Roses não era o Guns n' Roses.
Não conseguiam enxergar que os shows da turnê de 1992 haviam se tornado esquemáticos.
Os setlists se repetiam e eram inchados com longos e entediantes solos -- dos quais, sem dúvida, o pior era o longo solo de bateria de Matt Sorum.
O Guns n' Roses era uma paródia do que havia sido um dia.
E era essa banda que se apresentaria para mais de 70 mil pessoas naquela noite no Wembley Stadium.
O show não foi diferente de muitos outros shows "esquecíveis" da turnê de 1992.
Previsível.
Esquemático.
Mas tudo mudou quando Brian May subiu no palco.
Como uma família em trapos que joga a sujeira para debaixo do tapete e abre o sorriso para receber uma visita, o Guns n' Roses renasceu assim que Brian May pisou no palco.
Uma jam extraordinária aconteceu.
***
Com Brian May no palco, o Guns n' Roses tocou uma versão simplesmente destruidora de "Tie Your Mother Down".
Incrível.
Um milhão de vezes melhor do que o Queen jamais tocou.
Porque sim, o Queen era uma grande banda de rock, mas tinha o som muito limpinho.
Nunca teve a agressividade animal do Guns n' Roses.
E tem mais.
Freddie Mercury que me desculpe...
Mas Axl Rose cantou essa música no mínimo 700 vezes melhor que ele!
VÍDEO Guns n' Roses com Brian May - "Tie Your Mother Down" Ao vivo no Wembley Stadium, Londres, Inglaterra, 13 de junho de 1992
Neste mesmo show, o Guns n' Roses tocou também "We Will Rock You" na versão "completa" -- maior que a versão "encurtada" que Axl tocou com o Queen no show em tributo a Freddie Mercury.
VÍDEO Guns n' Roses com Brian May - "We Will Rock You" Ao vivo no Wembley Stadium, Londres, Inglaterra, 13 de junho de 1992
Essas duas jams históricas estão imortalizadas para sempre.
Quer dizer que Slash fez a música toda sozinho antes de entrar no Guns n' Roses?
***
Por tudo que o blog já leu sobre o Guns, é provável que não.
Então Slash está mentindo?
Também é provável que não.
Ele provavelmente...
... apenas...
... se expressou mal.
***
Afinal é público e notório que Axl Rose escreveu a letra de "Rocket Queen".
E Duff Mckagan já disse várias vezes que ficou um puta tempo "acertando" o groove da música com Steven Adler.
E tem mais...
Por tudo que se sabe sobre o papel de Izzy Stradlin na composição das músicas do Guns, é muito -- mas muito, muito, muito -- provável (muito mesmo!) que ele também tenha metido sua colher e feito alguma coisa na música.
Aliás, uma das grandes coisas sensacionais sobre o Guns n' Roses é que todos os caras da banda sabiam (e sabem até hoje) fazer música.
O resultado desse talento dos cinco caras pode ser conferido num certo disquinho chamado " Appetite for Destruction ", que foi praticamente escrito inteiro desse jeito, com a participação de todos da banda.
Slash pode até ter dito que compôs "Rocket Queen" antes do Guns.
Mas, na verdade...
Ele deve ter tentado dizer que a "idéia principal" (ou o riff de guitarra que deu origem à música) já existia antes do Guns.
Só isso.
E nada mais além disso.
*** Atualização: os fiéis leitores Izaias Gunner e Ed Capa esclarecem: Slash já havia revelado em sua biografia que teve a idéia do riff de "Rocket Queen" antes do Guns n' Roses existir. O blog agradece e comemora: nada como ter leitores que entendem de Guns n' Roses!
ENTREVISTA - MEGAPOST Axl Rose não descarta reunião do Guns n' Roses, revela que mantém contato com Izzy Stradlin e diz que vai fazer shows com Duff Mckagan; revela ainda "capa original" de "Appetite" e diz que não foi sua ideia xingar jornalistas em "Get in the Ring"
O blog está em festa porque Axl Rose falou bem de Izzy Stradlin em sua primeira entrevista para uma televisão desde 1992.
Axl Rose disse que escuta as músicas de seu velho parceiro e ainda deu a entender que Izzy Stradlin pode aparecer em seus shows na turnê americana a qualquer momento.
Sim, leitor gunner, sim leitora gunner, é isso mesmo!
Sim, é hora de comemorar e a porra do blog está em festa!
E tem mais: Nessa mesma entrevista -- que foi ao ar ontem, 11 de novembro, no programa "That Metal Show", nos EUA -- Axl Rose falou que foi legal tocar com Duff Mckagan no ano passado e que vai fazer shows com Duff em breve.
Pela primeira vez em sabe-se lá quanto tempo é possível ver uma luz no fim do túnel e imaginar que o Guns n' Roses vai voltar algum dia.
Um dia...
"Ora!", você pode dizer.
"Grande porcaria! Só porque Axl falou meia dúzia de palavras sobre o Izzy e o Duff? Isso não significa que o Guns n' Roses vai voltar! Isso é muito pouco! É quase nada!"
Verdade.
É pouco.
Mas alguém já disse que o pouco é muito para quem não tem nada.
E esse pouco é muito mais do que se poderia esperar dessa primeira entrevista de Axl para a TV em quase 20 anos.
Por isso é hora de comemorar.
É hora de ver e ouvir várias vezes essa bendita entrevista, que está inteira nos cinco vídeos abaixo.
Pode clicar e conferir.
A tradução exclusiva do blog está logo abaixo de cada vídeo.
***
VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 1 de 5 Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011
(PS: Não tem nada da entrevista de Axl Rose nessa primeira parte. É só enrolação e conversa com os caras da banda de Axl. Se você quer ir direto para a entrevista, pule esse vídeo e vá direto para a parte 2)
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VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 2 de 5 Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011
Aqui começa a entrevista. Ou não. Porque esse começo de entrevista é muito devagar, é quase uma "não-entrevista".
Ao invés de fazer perguntas, o apresentador Eddie Trunk fica elogiando Axl Rose e sua banda, dizendo que Axl está cantando muito bem, que o público da banda está renovado e cheio de pessoas jovens etc, etc, etc.
Pode ser uma tática de Trunk para "amaciar" Axl mas também dá uma baita impressão de que foi tudo combinado.
É uma pena, não tem quase nada que preste nesse começo de entrevista. A não ser duas coisinhas que Axl diz.
A primeira é um comentário aparentemente inocente sobre a recente turnê da banda de Axl pela América Latina. Axl diz:
- O Brasil tem um jeito de gostar de mim que é diferente do jeito que a Argentina gosta de mim e que é diferente do jeito que o Chile gosta de mim.
Bom, a frase acima parece não ter nada de mais. Mas repare: quando Axl fala sobre a adoração dos fãs nos shows da turnê, ele se refere a si mesmo ("o Brasil gosta de mim...") e não à sua banda.
Axl está entregando o óbvio: a única coisa que importa em sua banda atual é ele mesmo. Ele sabe disso, a banda dele sabe disso, os fãs sabem disso, todo mundo sabe disso.
Outra frase interessante é quando Axl comenta a vontade dos integrantes de sua banda de tocar "mais músicas" nos shows. A frase de Axl é a seguinte:
- Os caras da banda chegam para mim e dizem: "Ei Axl, o Frankie [Frank Ferrer, baterista da banda de Axl] quer tocar tal música". E eu digo para eles dizerem que ninguém perguntou ao Frankie o que ele quer.
Axl diz a frase acima em tom de piada, rindo. Parece querer mostrar a todos que há um bom relacionamento em sua banda, que todos se divertem, etc.
Pode até ser, mas essa frase também entrega algo não tão divertido: quem manda na banda é Axl Rose e se alguém quiser tocar alguma música (ou, no limite, fazer qualquer coisa), precisa pedir para Axl Rose.
E mais: outra impressão que Axl Rose deixa com a frase acima é de que o baterista de sua banda não consegue falar diretamente com ele. E que tem que fazer isso através de outros integrantes...
Eddie Trunk quer saber o que Axl achou da recepção do álbum junto ao público e se o álbum correspondeu às suas expectativas. Axl diz:
- Eu acho que "Chinese Democracy" já fez isso [correspondeu às minhas expectativas] e acho que pode fazer mais ainda. Pessoas do mundo todo gostam de várias coisas do álbum e as pessoas reagem [bem] nos shows quando tocamos algumas músicas ao vivo. Acho que está funcionando.
Nesse bloco, Axl fala também sobre o dia em que desistiu de cantar a música "Chinese Democracy" no México.
- O público estava excitado e veio uma cerveja voando no palco. Às vezes a gente para de tocar 'Chinese' no meio [porque alguém joga algo no palco] mas desta vez eu pensei: "Não... Vamos deixar essa música de lado, vamos direto para 'Welcome to the Jungle' para começar o show".
(o leitor e a leitora podem ver o que aconteceu AQUI.)
- [Na época do começo da banda] David Geffen me deu um sermão dizendo que eu tinha escolhido a capa errada [de "Appetite for Destruction"], que era por isso que a gente não estava vendendo discos, blah, blah, blah... Mas aquilo tudo [usar uma capa polêmica, que acabou sendo banida das lojas dos EUA] já estava planejado justamente para vender mais discos. Já estava tudo certo: se a primeira capa fosse banida nós já tínhamos a segunda pronta. Mas a verdade é que a capa original, que nunca foi feita, ia ser a foto do ônibus espacial Challenger explodindo. Eu pensei, bom, se essa foto está na capa da revista "Time" então a gente deve poder usá-la também... Não era para criticar a explosão nem nada parecido, é que aquela foto era muito foda, eu fiquei chapado quando vi [e queria ela na capa do disco]. Mas os caras disseram "Não, isso é de mau gosto". E eu disse, "Ok, e essa aqui?" e eu já tinha a foto da capa [que acabou sendo escolhida] nesse cartão postal...
Depois Axl fala sobre a importância que a MTV teve para o Guns n' Roses e sobre os vídeos da banda:
- Eu tenho bons e maus sentimentos em relação à MTV, como acho que muitas pessoas também têm. Mas não há como negar que eles ajudaram a gente a explodir. As pessoas gostaram dos vídeos que a gente fez, das nossas músicas e do que a gente fez neles. O problema [da MTV] é que em determinado ponto as pessoas começaram a dar valor apenas às bandas que faziam vídeos bons e começaram a ignorar as músicas, e algumas bandas não tinham sucesso porque os vídeos e a imagem não eram de determinado jeito. Eu acho que a música para mim não precisa de um script. Essa é uma das razões porque não temos vídeos para "Chinese Democracy", eu queria que as pessoas pudessem ouvir o disco, que tivessem um tempo para fazer isso.
Eddie Trunk então pergunta se Axl pretende lançar novas músicas. Mas o cantor foge de uma resposta clara:
- A gente está vendo o que vai fazer, estamos com novo manager, vamos ver o que fazer com a gravadora...
Em seguida Eddie Trunk pergunta a Axl Rose se ele tem dificuldades para cantar ao vivo de maneira semelhante ao registro das gravações dos discos. Axl diz que sim. E dá um exemplo concreto, que provavelmente se refere a uma noite muito especial de 1991.
- A primeira vez que eu fui cantar "You Could be Mine" ao vivo eu pensei. "O que foi que eu fiz? O que eu fiz? Eu vou ter que cantar essa música agora [do jeito que eu gravei no estúdio]"...
Logo em seguida Axl Rose fala sobre os exercícios de voz que faz para manter a garganta em dia e reclama de artistas de outras bandas que acham ridículo ver uma vocalista fazendo exercícios de voz.
VÍDEO Axl Rose testa voz Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil, janeiro de 1991
- Eu percebo que outras bandas tem problemas [com o fato de eu e outros cantores fazermos exercícios de voz]... [Essas bandas] não vêem como uma coisa muito 'de homem' fazer exercícios vocais, você faz uns barulhos e isso irrita as pessoas... Mas você precisa fazer... [O problema é que se] um cara está num canto exercitando os dedos ele não incomoda ninguém, mas se você começa a fazer exercícios de voz na frente das pessoas você irita todos que estão por perto."
E então vem uma das perguntas mais legais da entrevista.
"Axl, o que você acha da possibilidade de o Guns n' Roses ser eleito para o Rock n' Roll Hall of Fame?".
Pode ser que eles voltem a tocar juntos, mesmo que por uma noite apenas.
O mais interessante é que Axl Rose não descarta essa possibilidade.
Axl diz que "não sabe o que vai acontecer".
- Eu não sei o que isso [a eleição do Guns n' Roses para o Rock n' Roll Hall of Fame] vai significar em relação à banda velha, aos antigos integrantes. Eu não sei o que acontecerá se nós fossemos eleitos, o que eles [do Rock n' Roll Hall of Fame] vão pedir para mim fazer, eu realmente não sei, as coisas estão no ar. É uma honra ser escolhido, apontado, nominado... e sei que existe isso é uma coisa muito importante para os fãs e que eles gostariam muito disso, então por eles acho que seria uma coisa muito legal.
Incrível.
Até ontem o blog seria capaz de jurar que Axl Rose jamais responderia uma questão sobre uma possível volta do Guns n' Roses dessa maneira.
A impressão é que Axl diria de antemão que nunca iria se juntar a Slash novamente ou coisa do tipo.
Mas parece que Axl está mudado...
Se tivesse acabado aqui, a entrevista já teria valido a pena.
Mas tem mais...
***
VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 4 de 5 Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011
Nesse bloco Eddie Trunk começa elogiando Axl (de novo) e pergunta a ele quais são as impressões erradas que as pessoas têm de a respeito dele.
- Tem tantas coisas [que as pessoas dizem sobre mim que estão erradas]... Muitas coisas... Você sabe, faz tipo duas décadas que as pessoas estão falando [sobre mim]. E muitas vezes as pessoas estão falando sobre coisas que alguém com uma visão distorcida disse, ou mesmo sobre alguma coisa que um dia alguém falou brincando e que depois... Por exemplo: as pessoas dizem "Axl é um ditador". Eu sei exatamente onde [e quando] isso começou. [No começo da nossa carreira], essa mulher chamada Beth estava entrevistando a gente e Izzy me chamou [brincando] de 'Aiatolá'. O negócio começou ali. Eu não percebi que deveria desmentir aquilo na hora. E [o resultado é que] as pessoas ficam dizendo um monte de coisas. Um monte de gente acha que eu fico processando um monte de gente por aí, mas a verdade é que um monte de gente me processa e eu quase não processo ninguém de volta. Quer dizer [nesse momento Axl começa a rir], eu não processo nem metade das pessoas que eu gostaria de processar.
Nessa hora um dos entrevistadores fala sobre a música "Get in The Ring", dizendo que Axl teve a chance dele de falar dos outros e detonar um monte de gente naquela música.
A resposta de Axl Rose mais uma vez é surpreendente.
Ele diz que não foi idéia sua xingar os jornalistas.
E revela guardar, após 20 anos, uma certa mágoa de Duff Mckagan, Tim Zutaut e todo mundo que se envolveu na história...
- É verdade [que eu tive a chance de falar o que quis na "Get in the Ring"], mas essa música é mais um exemplo [de como as coisas são distorcidas]. [Sair xingando todo mundo] não foi minha idéia, aquilo foi idéia de Tom Zutaut e Duff Mckagan. Porque tinha um espaço em branco [sem letra] na música e eu estava tentando [pensar em como completar a letra], eu me lembro de ficar pensando "Putz eu tenho que fazer alguma coisa aqui". E eu me lembro que eles chegarem e falarem: "Ei, porque você não aproveita para detonar Andy Secher e Bob Guccione Jr e tal e tal...". E eu disse "Pô, pode ser uma boa", e eu fiz aquilo e todo mundo estava feliz com o resultado. Mas quando a merda foi pro ventilador, todo mundo saiu de fininho. E eu fui ingênuo e não percebi as guerras políticas que aconteciam naquela época entre as gravadoras, as relações que eles tinham com [as revistas] Rolling Stone, Spin e outras... Eu tipo caí numa armadilha e ninguém deu um passo à frente para dizer alguma coisa. Me desculpe [por falar isso], mas as coisas foram feias desse jeito.
Em seguida Axl revela um caso em que diz que sua atual banda foi enganada em Abu Dabhi (mas não dá maiores detalhes).
A conversa então dá uma "esfriada" quando um dos apresentadores pergunta a Axl que música ele anda escutando.
Axl revela que escuta muita coisa, desde Ben Harper até Jerry Lee Lewis. E confirma que é fã de Rose Tattoo, W.a.s.p. e diz ainda que gosta de Angel City.
E é basicamente isso.
Mas ainda tem o último bloco com mais surpresas...
***
VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 5 de 5 Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011
Neste último bloco Eddie Trunk pergunta se Axl sentiu alguma pressão para lançar o disco "Chinese Democracy"?
Axl diz que sim.
- Foi uma tempestade torrencial...
Depois Axl fala sobre a reunião com Duff no ano passado, quando tocaram juntos em Londres. E faz uma revelação surpreendente.
- Nós vamos fazer uns shows com Duff.
Em seguida, Axl comenta sobre o encontro.
- Eu [estava no meu hotel em Londres] e ouvi Duff no corredor falando com alguém. Eu não tinha idéia de que ele estava ali. As pessoas falam que foi coincidência e eu não sei bem se acredito nisso ou não. Bom, de qualquer modo Duff estava lá e eu convidei ele para o show e Tommy deu o baixo para ele tocar. Eu tinha dito pra ele que se ele quisesse tocar alguma música era só falar, que ia ser legal. Mas Tommy chegou e deu o baixo pra ele tocar "You Could be Mine". E eu estava lá cantando e de repente olho para trás e Duff está do meu lado [no palco]. Foi legal, a gente se divertiu, a esposa dele é legal, a gente saiu e passou um tempo junto, foi legal.
Axl então fala sobre Izzy Stradlin. E faz uma ainda outra revelação surpreendente.
- Era para Izzy estar aqui hoje nesta noite, ele tentou dirigir até aqui mas ele não pôde vir. Porque eu vi uma coisa e mandei uma mensagem de texto pra ele... Eu ouvi uma música dos Rolling Stones que eu nunca tinha prestado atenção antes, chamada "Please Go Home", e depois eu ouvi uma das músicas do Izzy chamava "Please Go Home" e eu vi que era a mesma música, que era uma versão da música dos Stones, e eu gostei da versão dele, então eu mandei uma mensagem de texto pra ele. E ele respondeu "Ei cara, você está tocando, talvez eu te encontre em Miami".
Nessa hora Axl fica realmente animado falando sobre Izzy Stradlin e começa a contar várias histórias.
- Eu acho que Izzy comprou um ônibus de turnê pra ele e ele mesmo dirige o ônibus. Ele adora dirigir, vai ao deserto dirigir... ele tem músicas sobre ficar dando cavalos de pau.
Axl fica cada vez mais animado e começa a contar uma história antiga de quando "Sweet Child o' Mine" estourou.
- Aliás o fato de Izzy sair por aí dando cavalos de pau ajudou "Sweet Child o' Mine" a estourar. Eu conheci uma garota no bar e tive que sair porque Izzy tinha levado a limousine embora e estava fazendo dando cavalos de pau em Dallas, bêbado. Isso era na época em que a gente ainda estava fazendo turnês em clubes. Eu esqueci que eu tinha convidado ela e eu já tinha convidado outra pessoa, e aí os dois chegram juntos na porta, e eu apresentei essa garota para o cara da rádio, ele gostou, e viu meu disco.
Então, não deu pra entender nada dessa história.
Mas o que deu para entender é que Axl ficou muito animado ao falar sobre Izzy Stradlin.
E que Axl parece genuinamente adorar falar sobre os velhos tempos de Guns n' Roses .
***
As palavras de Axl Rose mostram que algum tipo de reunião parece possível no futuro.
E Axl não descarta totalmente a possibilidade de isso acontecer no Rock n' Roll Hall of Fame.
A partir de hoje o blog começa a acreditar com mais força que o Guns n' Roses vai voltar.
Um dia.
E vai ser animal.
Quem sabe o que pode acontecer quando esses cinco caras estiverem juntos novamente?