A banda de Axl Rose vai fazer 13 shows no Canadá em janeiro e fevereiro.
A banda de Axl Rose vai também fazer shows na Ásia em dezembro desse ano.
A banda de Axl Rose se intitula Guns n' Roses.
Axl Rose é dono do nome Guns n' Roses.
Assim, ele pode colocar qualquer um na banda e ainda assim chamá-la de Guns n' Roses.
Axl pode chamar a banda de Guns n' Roses mesmo se tocar com os Trapalhões.
Ou com o Chapolim Colorado.
...
A banda de Axl Rose conta atualmente com três guitarristas: Richard Fortus, Ron "Bumblefoot" Thal e DJ Ashba.
Nenhum deles participou do show da banda de Axl Rose no Brasil em 2001. Na época, a banda de Axl contava com Buckethead, Robin Finck e Paul Huge nas guitarras.
O atual baterista da banda de Axl é Frank Ferrer. Ele também não participou do show de Axl no Brasil em 2001. Na época, o baterista era Brian "Brain" Mantia.
O "resto" da banda é o mesmo do show de 2001 no Brasil: Tommy Stinson no baixo; Dizzy Reed e Chris Pitman nos teclados.
Para que fazer um show diferente quando todos querem ouvir os velhos clássicos de "Appetite For Destruction"? Para que tocar mais do que duas ou três músicas novas se o público quer ouvir "Welcome to the Jungle", "Sweet Child o' Mine", "Paradise City", It's so Easy" e todas aquelas outras músicas matadoras do Guns n' Roses? A lógica de "agradar o público" continua guiando Axl Rose em 2007. No dia 05 de junho, no terceiro show da turnê de sua nova banda no México, mais uma vez Axl apostou nos velhos hits do Guns n' Roses. E mais uma vez Axl venceu. Os mais de 25.000 mexicanos que lotaram o Palácio de Los Deportes, na Cidade do México, cantaram todas as músicas e saíram extasiados do show.
Segundo depoimento do fã Fernando ao site NewGNR.com, o Guns n' Roses começou o show com duas horas e 45 minutos de atraso (às 23h45) e Axl foi alvejado por um copo de cerveja logo na primeira música, "Welcome to the Jungle". "Fiquei chocado com a cena e confesso que esperei pelo pior, mas Axl continuou o show sem criar problemas...", relata Fernando. Na música "Sweet Child o' Mine" Axl vestiu um charro (roupa típica do México) e durante "Knocking On Heaven’s Door" o cantor se enrolou numa bandeira mexicana. Ao final do show, Axl e a banda presentearam o público com camisetas, garrafas d'água e palhetas de guitarra. Como sempre faz, Axl jogou seu microfone para o público antes de sair do palco.
Axl e sua nova banda só tocaram quatro músicas novas no show - "Better", "The Blues", "I.R.S." e "Madagascar" - e elas foram colocadas uma bem longe da outra no set, provavelmente para que o público não perdesse o pique. Na verdade chamar essas músicas (que devem ser lançadas em "Chinese Democracy") de "novas" não é correto, já que Axl e sua banda tocam "The Blues" e "Madagascar" desde 2001 e "Better" e "I.R.S." foram tocadas na turnê da banda em 2006. Ou seja, de novo MESMO o show não teve NADA.
SETLIST:
Welcome to the Jungle It's so Easy Mr. Brownstone Live and Let Die Solo de Robin Finck Sweet Child o' Mine Better Knockin' on Heaven's Door Solo de Dizzy Reed The Blues You Could be Mine Solo de Richard Fortus e Robin Finck Out ta Get Me Jam November Rain I.R.S. Solo de Ron "Bumblefoot" Thal (com "La Raspa" e "Don't Cry") My Michelle Patience Nightrain Madagascar Paradise City
VÍDEOS
Mais uma vez, diversos mexicanos filmaram o concerto com seus telefones celulares e câmeras. Veja abaixo uma seleção dos vídeos de melhor qualidade:
Você sabia que Matt Sorum e Dizzy Reed gravaram um disco com a banda Johnny Crash (na foto ao lado, sem Matt e Dizzy) pouco antes de entrarem para o Guns n' Roses? Pois é. E você sabia que esse disco - chamado "Damnation Alley" - foi literalmente engavetado pela gravadora logo após ser gravado? E você sabia que essa história está prestes a mudar?
Dezesseis anos após ser gravado, o disco finalmente deverá ser lançado em 2007. Quem fez o anúncio foi Vic Wright, vocalista do Johnny Crash, em recente entrevista ao site SleazeRoxx.com. Segundo Vic Wright (que hoje se auto-denomina Vic Vegas) houve um entendimento entre ele e o guitarrista Chris Stweart e o disco será lançado em breve pelo selo Suncity Records).
Veja a ficha técnica do álbum:
Johnny Crash - "Damnation Alley" (não lançado) Gravado em Nashville e Memphis, EUA/ Mixado em Memphis Produzido por Taylor Rhodes
Vicki James Wright - Vocais JJ Bolte - Guitarra Solo Christopher Stewart - Guitarra Base Andy Rodgers - Baixo Matt Sorum - Bateria Dizzy Reed - Teclados
01. Damnation Alley 02. Livin' Above The Law 03. In The Groove 04. Summer Love 05. Monkey See, Monkey Do 06. She Makes Love Easy 07. Ditch The Bitch 08. Renegade 09. Rock & Roll Suicide 10. Why We're Here 11. Mama Don't Care 12. No Parole For Rock & Roll
Vick Wright diz que "foi um prazer tocar com baterista incrível como Matt Sorum" no álbum. "É provavelmente o melhor trabalho de Matt. Pergunte a ele, acho que ele vai concordar. Dizzy também tocou teclados bem legais". Vic diz ainda que esse tal álbum não-lançado do Johnny Crash é "bastante atual" e "revolucionário". Antes de perder tempo pensando se você deve acreditar ou não num cara chamado Vic Vegas, dê uma checada rápida no VÍDEO ABAIXO, da música "Hey Kid", do Johnny Crash:
Reparou como o vocalista - ele mesmo, Mr. Vic Wright - não imita Axl Rose descaradamente? E reparou como o riff de guitarra não lembra em nada o riff de "Out ta get Me"? Pois é! Agora você já sabe que Vic Vegas é um cara no qual vale a pena acreditar!
VOCÊ SABIA? Que Matt Sorum não gostava de tocar rock?
Curiosidade: em outra entrevista para o site Sleazeroxx.com (de agosto de 2006), o guitarrista Christopher Stewart, do Johnny Crash, diz que Matt Sorum não gostava muito de tocar rock. "Eu morro de rir só de lembrar. Eu tive que convencer Matt a tocar hard rock", afirma Chris. "Matt gostava de Terry Bozzio [baterista virtuoso que tocou com Frank Zappa, entre outros], gostava de Jazz e de tocar bateria com técnica apurada. Agora ele ganha a vida tocando [no compasso] 4/4. E vive muito bem!"
Axl Rose gosta de viver perigosamente. Não se sabe onde o cantor estava às 11h30 da noite do último sábado, 2 de junho, mas uma coisa era certa: ele não estava na Arena Monterrey - onde deveria estar. E isso quase gerou um enorme tumulto no local. Às 11h30 da noite daquele sábado, Axl deveria estar no palco da Arena Monterrey cantando "November Rain" ou berrando os versos de "Sweet Child o' Mine" com sua versão remodelada do Guns n' Roses. O primeiro show da turnê 2007 da banda deveria estar acontecendo. Pelo menos era isso que diziam os anúncios do show nas ruas (foto), nas rádios e nos jornais de Monterrey, no México. Era isso o que estava escrito em cada um dos cerca de 17.000 ingressos vendidos para o show:
INÍCIO: 21h
Os ingressos para o show haviam se esgotado há quase uma semana. Mesmo sem Izzy, Slash, Duff e Steven, Axl e o seu novo Guns n' Roses eram ansiosamente esperados no México. Pessoas vindas de todas as partes do país viajaram até Monterrey somente para assistir ao primeiro show da banda em 2007. Até alguns norte-americanos aproveitaram a proximidade da cidade com os EUA e cruzaram a fronteira para ver o cantor ao vivo com sua nova banda: Robin Finck, Ron "Bumblefoot" Thal e Richard Fortus nas guitarras, Tommy Stinson no baixo, Frank Ferrer na bateria e Dizzy Reed e Chris Pittman nos teclados.
E foram esses caras que deram um presente inesperado para quem chegou cedo à Arena Monterrey (foto). Antes dos portões serem abertos, por volta das 17h30, a banda (sem Axl) fez a passagem de som e quem estava na fila do lado de fora foi brindado com versões instrumentais dos clássicos "Welcome to the Jungle", "It's so Easy" e "Mr. Brownstone", além da nova "Madagascar".
Era um começo excitante para uma noite esperada há 14 anos, mais exatamente desde 28 de abril de 1993, quando o Guns n' Roses havia feito seu último show no México, no Estadio Universitario de Monterrey. Como diz a música "14 Years", do álbum "Use Your Illusion II", foram "fourteen years of sorrow, fourteen tears of pain..." para os fãs mexicanos de Axl Rose.
Mas a espera tinha hora marcada para acabar: às 21h! E bastou as portas da Arena Monterrey se abrirem para que os mexicanos corressem para se posicionar nos melhores locais próximos ao palco da arena. Às 21h, quando a primeira banda de abertura (The Volture) subiu ao palco, o público vaiou ostensivamente, xingou os músicos e atirou coisas no palco até a banda sair. E a banda saiu após tocar apenas três músicas. A segunda banda (Maligno) também foi recebida com hostilidade e também deixou o palco em pouco tempo, sob vaias. Era como se o público quisesse eliminar qualquer obstáculo que pudesse atrasar o show de Axl Rose.
Mas havia um obstáculo que os mexicanos não conseguiram eliminar: o próprio Axl Rose e seu velho hábito de deixar o público de pé esperando por horas a fio até o momento em que ele decide que chegou a hora de subir ao palco. Às 22h, o martírio estava apenas começando na Arena Monterrey. Naquele momento, mesmo suados devido ao calor infernal e cansados após horas de pé, os fãs de Axl ainda estavam animados e não tinham nenhuma intenção de se mover para não perder a visão privilegiada do palco (foto) e poder ficar o mais próximo possível do lendário cantor.
O problema é que Axl Rose ainda não estava pronto. Aliás, não se sabe onde o cantor estava ou o que ele estava fazendo. O fato é que os minutos foram passando e nada de Axl aparecer. Mais de uma hora e meia depois, às 23h30, os mexicanos começaram a se perguntar o que poderia estar acontecendo. Os fãs mais hardcore sabiam: aquele atraso era absolutamente normal. Mas a maioria das pessoas estava simplesmente a fim de ouvir um bom show de rock e começaram a ficar impacientes.
Simultaneamente, rumores malucos começaram a circular. Uns diziam que Axl estaria naquele momento desembarcando no aeroporto de Monterrey. Outros que o show seria cancelado. Ninguém sabia de fato o que estava acontecendo. O fã "BetoRose" fez um relato da situação no site HTGTH.com. "Eu estava com dois primos e um deles simplesmente não aguentou ficar de pé no meio da multidão e foi para o saguão da arena. Às 0h15 ele me ligou e disse que havia uma fila gigante com um monte de pessoas irritadas e bêbadas pedindo o dinheiro de volta. Meu primo disse que pelo menos 1.000 pessoas não aguentaram esperar e simplesmente saíram da arena!".
Para os que ficaram, a irritação crescia a cada minuto. A arena inteira passou a vaiar ruidosamente o atraso de Axl e algumas pessoas começaram a atirar objetos no palco. Brigas pipocavam em cada canto. Segundo o relato do fã Brokenfix no site NewGNR.com, um dos momentos mais tensos aconteceu quando uma brigada de policiais entrou na arena. "Eu pensei: 'Pronto, esses policiais devem estar entrando porque o show vai ser cancelado e vão precisar conter a multidão. As coisas vão ficar feias por aqui'", relatou. Pouco depois das 0h30, quando a tensão estava atingindo seu ápice, uma mensagem salvadora surgiu nos telões da Arena Monterrey:
"Em poucos minutos o Guns n' Roses estará no palco. Obrigado pela paciência".
O público vibrou. E não demorou muito para as luzes se apagarem e o show começar. E demorou menos ainda para o público perdoar Axl: bastou ele surgir (foto) e gritar "Do You know were the fuck you aaaaaare!" junto aos primeiros acordes de "Welcome to the Jungle" para a Arena Monterrey simplesmente explodir!
O público foi ao delírio, pulou e cantou em uníssono a música do começo ao fim. "Foi só o show começar que eu senti a adrenalina fluindo dentro de mim e recarregando minhas baterias. Esqueci completamente do cansaço e da sede que estava sentindo", relatou BetoRose. Não é difícil imaginar que o mesmo aconteceu com cada um dos mexicanos que haviam resistido até ali...
O show seguiu em alta vibração durante duas horas, ainda que (ou talvez porque) a seleção de músicas tenha sido praticamente idêntica à das turnês de 2006 e 2002 do novo Guns n' Roses. A banda tocou nada menos que OITO das 12 músicas do clássico "Appetite For Destruction", quatro de " Use Your Illusion" e a balada "Patience". Sobrou espaço para apenas três músicas "novas" (do eternamente adiado "Chinese Democracy"): "Better", "I.R.S." e "The Blues", desconhecidas para a maioria dos presentes.
SETLIST:
Welcome to the Jungle It's so Easy Mr. Brownstone Live and Let Die Solo de Guitarra de Robin Finck Jam com Frank e Dizzy Sweet Child o' Mine Better Knockin' on Heaven's Door You Could be Mine Solo de Piano de Dizzy Reed ("Angie", dos Rolling Stones) The Blues Jam de Guitarra de Richard Fortus e Robin Finck Out ta get Me Jam November Rain I.R.S. Solo de Guitarra de Ron "Bumblefoot" Thal ("Don't Cry") My Michelle Patience Nightrain Paradise City
A julgar pelo quase tumulto em Monterrey, você pode imaginar que Axl Rose goste de viver no fio da navalha. Pode ser. Afinal, por muito pouco seus caprichos não causam uma grande revolta na multidão. Mas analisando o cantor sob outro ângulo, você poderia dizer que Axl também gosta de se sentir seguro. Desde que reformou o Guns n' Roses e começou a tocar ao vivo novamente, em 2001, o cantor vem baseando todos os shows de sua nova banda no clássico álbum "Appetite for Destruction" do Guns n' Roses e tocando duas, três ou quatro músicas novas por show. Assim fica fácil. O jogo já está ganho desde o começo.
Portanto, a pergunta que fica no ar é: Axl vai seguir vivendo sua vida em cima dos sucessos do passado, criados com Izzy, Slash, Duff e Steven? Ou será que o cantor vai finalmente lançar "Chinese Democracy" e passar a basear seus shows nas novas composições que criou nos últimos dez anos ao lado dos novos membros de sua nova banda? Ninguém sabe a resposta. Até porque nos mais de 120 minutos do show de Monterrey, Axl não fez qualquer menção a "Chinese Democracy"...
VÍDEOS Veja cinco vídeos deste show!
"WELCOME TO THE JUNGLE" (Música completa, filmagem da arquibancada, ótima qualidade de vídeo e áudio)
"IT'S SO EASY" (Trecho, filmagem próxima ao palco, ótima qualidade de vídeo e péssima de áudio)
"SWEET CHILD O' MINE" (Música completa, filmagem da arquibancada, boa qualidade de vídeo e ótima de áudio)
"KNOCKIN' ON HEAVEN'S DOOR" (Trecho, filmagem da arquibancada, boa qualidade de vídeo e ótima de áudio)
"NOVEMBER RAIN" (Música completa, filmagem da arquibancada, excelente qualidade de vídeo e áudio)
Guns no Brasil em maio? Prepare a carteira e... REZE!!! Imagem: HopeWellOnline
Foi divulgado hoje em diversos sites de notícias que o Guns n' Roses fará três shows no Brasil em maio: São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Como sempre acontece no caso de rumores sobre shows de bandas internacionais, é conveniente NÃO acreditar nessas reportagens até que alguma prova oficial (anúncios pagos em jornais e revistas, promoções nas "rádios Rock", datas no site oficial da banda, venda de ingressos ou algo parecido) apareça.
No caso da banda de Axl Rose, o fã mais precavido sabe já que os cuidados com a empolgação devem ser redobrados. Afinal quem garante que Axl não vai pirar e cancelar o show no último segundo porque saiu uma reportagem que ele não gostou? Ou que ele não vai abandonar a apresentação no meio porque alguém tirou uma foto dele na hora em que ele estava ... hã... despenteado? Brincadeiras à parte, não dá para botar a mão no fogo por Axl Rose. Afinal, o cara é polêmico...
Primeiros shows no Brasil foram no auge do Guns
Os primeiros shows do Guns n' Roses no Brasil foram simplesmente fantásticos. O debut da banda no país aconteceu em duas noites quentíssimas de verão nos dias 20 e 23 de janeiro de 1991, no Maracanã, no Rio de Janeiro, durante o Rock in Rio II (na foto ao lado, Axl e Izzy no show do dia 20). O Guns estava no auge absoluto, com várias músicas de " Appetite For Destruction" e " GN'R Lies" (e as novas "Knockin' on Heaven's Door" e "Civil War") tocando sem parar no rádio e até na televisão.
Hoje pode parecer difícil de acreditar mas naquela época tinha música do Guns n' Roses tocando até em novela da Globo! "Sweet Child o' Mine" era a primeira música do disco da "Trilha Intenacional" da novela das seis "O Sexo dos Anjos", que ficou no ar entre setembro de 1989 e março de 1990 (o disco de vinil da "Trilha internacional" de Sexo dos Anjos - que traz o ator Mário Gomes na capa - é hoje uma raridade absoluta e item de colecionador). É difícil para quem não viveu aquela época entender, mas todo mundo - do metaleiro mais insano até a menininha de 14 anos - gostava de Guns n' Roses em 1991!.
A melhor parte é que o Guns veio para o Brasil com muita vontade de arrepiar, afinal o Rock in Rio II era o primeiro grande festival mundial da banda como atração principal. E isso sem falar que o Guns n' Roses ainda era o Guns n' Roses, com Axl Rose, Izzy Stradlin, Slash e Duff Mckagan. Steven Adler havia sido despedido no ano anterior, mas o estreante Matt Sorum não decepcionou em seu primeiro show com a banda, assim como o novo integrante, o tecladista Dizzy Reed. Isso mesmo, pode parecer loucura, mas os dois shows do Guns no Rock in Rio - em pleno em pleno Maracanã, diante de mais de 100 mil pessoas - foram os primeiros de Matt e Dizzy com a banda!
Com o Maracanã completamente lotado, os shows foram os maiores da carreira do Guns n' Roses até aquele momento - e, sem dúvida, também foram dois dos melhores! A banda tocou os clássicos de "Appetite" e "Lies" e estreou em primeira mão várias músicas de "Use Your Illusion", que ainda nem haviam sido lançados! Os brasileiros tiveram o privilégio de ouvir clássicos como "You Could be Mine", "Pretty Tied Up" e "Dead Horse" ao vivo em primeiríssima mão!
Assistindo o DVD daquelas apresentações hoje, é quase impossível encontrar qualquer coisa de ruim. Tudo parecia perfeito. Mas na época, apesar da "febre" em torno do Guns, muitas pessoas meteram a boca na banda e principalmente em Axl. O que mais se ouviu após os shows foi "Axl está gordo!", "Axl não consegue cantar ao vivo igual faz no estúdio" e "Que bermudinha ridícula aquela com a bandeira dos Estados Unidos" (foto).
Pura bobagem. Quem liga se fulano ou sicrano está gordo e se fulano usou essa ou aquela roupa ridícula? O que importa quando se vai a um show de rock é... o rock n' roll! Obviamente que Axl não consegue - e nem quer - repetir ao vivo os vocais que gravou em estúdio. É até difícil entender uma pessoa que queira que isso aconteça? Qualquer um que goste de rock n' roll sabe que pedir para um cantor fazer isso é ir contra a espontaneidade que torna o rock n' roll maravilhoso. Se você vai a um show esperando uma performance coreografada, talvez seja melhor ir a um show do Cirque du Soleil!
Mas essa é outra história. A verdade é que o Guns n' Roses simplesmente destruiu nas duas noites do Rock in Rio II. Em futuros posts falarei mais sobre esses dois shows históricos no Rock in Rio II. Por enquanto assista a esse vídeo incrível do Guns tocando "Sweet Child o' Mine" em seu primeiro show no Brasil! É simplesmente uma das mais emocionantes versões ao vivo da música, desde o momento em que Slash soa as primeiras notas do clássico riff da música e a galera vai a loucura, até o último berro de Axl, com incrível participação do público cantando a música inteira!