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sábado, 12 de novembro de 2011

ENTREVISTA - MEGAPOST Axl Rose não descarta reunião do Guns n' Roses, revela que mantém contato com Izzy Stradlin e diz que vai fazer shows com Duff Mckagan; revela ainda "capa original" de "Appetite" e diz que não foi sua ideia xingar jornalistas em "Get in the Ring"

Texto: Lucky Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fontes: Youtube



O blog está em festa e o culpado é Axl Rose.






O blog está em festa porque Axl Rose falou bem de Izzy Stradlin em sua primeira entrevista para uma televisão desde 1992.

Axl Rose disse que escuta as músicas de seu velho parceiro e ainda deu a entender que Izzy Stradlin pode aparecer em seus shows na turnê americana a qualquer momento.








Sim, leitor gunner, sim leitora gunner, é isso mesmo!

Sim, é hora de comemorar e a porra do blog está em festa!

E tem mais: Nessa mesma entrevista -- que foi ao ar ontem, 11 de novembro, no programa "That Metal Show", nos EUA -- Axl Rose falou que foi legal tocar com Duff Mckagan no ano passado e que vai fazer shows com Duff em breve.






Sim, sim, sim!

Como dizia a velha amiga Renata: "Sim, sim, sim!"

O blog está em festa!

Pela primeira vez em sabe-se lá quanto tempo é possível ver uma luz no fim do túnel e imaginar que o Guns n' Roses vai voltar algum dia.






Um dia...

"Ora!", você pode dizer.

"Grande porcaria! Só porque Axl falou meia dúzia de palavras sobre o Izzy e o Duff? Isso não significa que o Guns n' Roses vai voltar! Isso é muito pouco! É quase nada!"

Verdade.

É pouco.

Mas alguém já disse que o pouco é muito para quem não tem nada.

E esse pouco é muito mais do que se poderia esperar dessa primeira entrevista de Axl para a TV em quase 20 anos.

Por isso é hora de comemorar.

É hora de ver e ouvir várias vezes essa bendita entrevista, que está inteira nos cinco vídeos abaixo.

Pode clicar e conferir.

A tradução exclusiva do blog está logo abaixo de cada vídeo.


***


VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 1 de 5
Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011

(PS: Não tem nada da entrevista de Axl Rose nessa primeira parte. É só enrolação e conversa com os caras da banda de Axl. Se você quer ir direto para a entrevista, pule esse vídeo e vá direto para a parte 2)





***



VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 2 de 5
Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011




Aqui começa a entrevista. Ou não. Porque esse começo de entrevista é muito devagar, é quase uma "não-entrevista".

Ao invés de fazer perguntas, o apresentador Eddie Trunk fica elogiando Axl Rose e sua banda, dizendo que Axl está cantando muito bem, que o público da banda está renovado e cheio de pessoas jovens etc, etc, etc.

Pode ser uma tática de Trunk para "amaciar" Axl mas também dá uma baita impressão de que foi tudo combinado.

É uma pena, não tem quase nada que preste nesse começo de entrevista. A não ser duas coisinhas que Axl diz.

A primeira é um comentário aparentemente inocente sobre a recente turnê da banda de Axl pela América Latina. Axl diz:

- O Brasil tem um jeito de gostar de mim que é diferente do jeito que a Argentina gosta de mim e que é diferente do jeito que o Chile gosta de mim.


Bom, a frase acima parece não ter nada de mais. Mas repare: quando Axl fala sobre a adoração dos fãs nos shows da turnê, ele se refere a si mesmo ("o Brasil gosta de mim...") e não à sua banda.

Axl está entregando o óbvio: a única coisa que importa em sua banda atual é ele mesmo. Ele sabe disso, a banda dele sabe disso, os fãs sabem disso, todo mundo sabe disso.





Outra frase interessante é quando Axl comenta a vontade dos integrantes de sua banda de tocar "mais músicas" nos shows. A frase de Axl é a seguinte:

- Os caras da banda chegam para mim e dizem: "Ei Axl, o Frankie [Frank Ferrer, baterista da banda de Axl] quer tocar tal música". E eu digo para eles dizerem que ninguém perguntou ao Frankie o que ele quer.


Axl diz a frase acima em tom de piada, rindo. Parece querer mostrar a todos que há um bom relacionamento em sua banda, que todos se divertem, etc.

Pode até ser, mas essa frase também entrega algo não tão divertido: quem manda na banda é Axl Rose e se alguém quiser tocar alguma música (ou, no limite, fazer qualquer coisa), precisa pedir para Axl Rose.

E mais: outra impressão que Axl Rose deixa com a frase acima é de que o baterista de sua banda não consegue falar diretamente com ele. E que tem que fazer isso através de outros integrantes...

Há ainda uma terceira declaração interessante de Axl nesse segundo bloco da entrevista, sobre os seus famosos atrasos. Mas essa parte -- na qual Axl culpa Slash(!) pelos atrasos -- você já leu inteira aqui no blog.

Se ainda não leu, é só clicar AQUI.

E vamos adiante...



***



VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 3 de 5
Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011




Nesse terceiro bloco a entrevista de Axl Rose esquenta...

O começo é meio entediante, Axl fala que gosta da sua banda, que todo mundo se dá bem e blah, blah, blah.

Eddie Trunk então pergunta a Axl sobre "Chinese Democracy".





Eddie Trunk quer saber o que Axl achou da recepção do álbum junto ao público e se o álbum correspondeu às suas expectativas. Axl diz:

- Eu acho que "Chinese Democracy" já fez isso [correspondeu às minhas expectativas] e acho que pode fazer mais ainda. Pessoas do mundo todo gostam de várias coisas do álbum e as pessoas reagem [bem] nos shows quando tocamos algumas músicas ao vivo. Acho que está funcionando.


Nesse bloco, Axl fala também sobre o dia em que desistiu de cantar a música "Chinese Democracy" no México.

- O público estava excitado e veio uma cerveja voando no palco. Às vezes a gente para de tocar 'Chinese' no meio [porque alguém joga algo no palco] mas desta vez eu pensei: "Não... Vamos deixar essa música de lado, vamos direto para 'Welcome to the Jungle' para começar o show".

(o leitor e a leitora podem ver o que aconteceu AQUI.)


Num momento surpreendente da entrevista, Axl Rose revela também que queria uma outra capa para "Appetite for Destruction".





Ele queria essa foto:





- [Na época do começo da banda] David Geffen me deu um sermão dizendo que eu tinha escolhido a capa errada [de "Appetite for Destruction"], que era por isso que a gente não estava vendendo discos, blah, blah, blah... Mas aquilo tudo [usar uma capa polêmica, que acabou sendo banida das lojas dos EUA] já estava planejado justamente para vender mais discos. Já estava tudo certo: se a primeira capa fosse banida nós já tínhamos a segunda pronta. Mas a verdade é que a capa original, que nunca foi feita, ia ser a foto do ônibus espacial Challenger explodindo. Eu pensei, bom, se essa foto está na capa da revista "Time" então a gente deve poder usá-la também... Não era para criticar a explosão nem nada parecido, é que aquela foto era muito foda, eu fiquei chapado quando vi [e queria ela na capa do disco]. Mas os caras disseram "Não, isso é de mau gosto". E eu disse, "Ok, e essa aqui?" e eu já tinha a foto da capa [que acabou sendo escolhida] nesse cartão postal...


Depois Axl fala sobre a importância que a MTV teve para o Guns n' Roses e sobre os vídeos da banda:

- Eu tenho bons e maus sentimentos em relação à MTV, como acho que muitas pessoas também têm. Mas não há como negar que eles ajudaram a gente a explodir. As pessoas gostaram dos vídeos que a gente fez, das nossas músicas e do que a gente fez neles. O problema [da MTV] é que em determinado ponto as pessoas começaram a dar valor apenas às bandas que faziam vídeos bons e começaram a ignorar as músicas, e algumas bandas não tinham sucesso porque os vídeos e a imagem não eram de determinado jeito. Eu acho que a música para mim não precisa de um script. Essa é uma das razões porque não temos vídeos para "Chinese Democracy", eu queria que as pessoas pudessem ouvir o disco, que tivessem um tempo para fazer isso.


Eddie Trunk então pergunta se Axl pretende lançar novas músicas. Mas o cantor foge de uma resposta clara:

- A gente está vendo o que vai fazer, estamos com novo manager, vamos ver o que fazer com a gravadora...


Em seguida Eddie Trunk pergunta a Axl Rose se ele tem dificuldades para cantar ao vivo de maneira semelhante ao registro das gravações dos discos. Axl diz que sim. E dá um exemplo concreto, que provavelmente se refere a uma noite muito especial de 1991.

- A primeira vez que eu fui cantar "You Could be Mine" ao vivo eu pensei. "O que foi que eu fiz? O que eu fiz? Eu vou ter que cantar essa música agora [do jeito que eu gravei no estúdio]"...

(Para quem não se lembra ou estava na lua, a primeira -- e sensacional -- performance de "You Could be Mine" ao vivo aconteceu no primeiro show do Guns n' Roses no Brasil, no Rock in Rio II, em 1991.)


Logo em seguida Axl Rose fala sobre os exercícios de voz que faz para manter a garganta em dia e reclama de artistas de outras bandas que acham ridículo ver uma vocalista fazendo exercícios de voz.


VÍDEO Axl Rose testa voz
Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil, janeiro de 1991




- Eu percebo que outras bandas tem problemas [com o fato de eu e outros cantores fazermos exercícios de voz]... [Essas bandas] não vêem como uma coisa muito 'de homem' fazer exercícios vocais, você faz uns barulhos e isso irrita as pessoas... Mas você precisa fazer... [O problema é que se] um cara está num canto exercitando os dedos ele não incomoda ninguém, mas se você começa a fazer exercícios de voz na frente das pessoas você irita todos que estão por perto."


E então vem uma das perguntas mais legais da entrevista.

"Axl, o que você acha da possibilidade de o Guns n' Roses ser eleito para o Rock n' Roll Hall of Fame?".

Essa pergunta é ótima porque a (provável) eleição do Guns n' Roses para o Rock n' Roll Hall of Fame em 2012 é vista como uma ocasião única para reunir Axl Rose, Izzy Stradlin, Slash, Duff Mckagan e Steven Adler.

Pode ser que eles voltem a tocar juntos, mesmo que por uma noite apenas.

O mais interessante é que Axl Rose não descarta essa possibilidade.

Axl diz que "não sabe o que vai acontecer".

- Eu não sei o que isso [a eleição do Guns n' Roses para o Rock n' Roll Hall of Fame] vai significar em relação à banda velha, aos antigos integrantes. Eu não sei o que acontecerá se nós fossemos eleitos, o que eles [do Rock n' Roll Hall of Fame] vão pedir para mim fazer, eu realmente não sei, as coisas estão no ar. É uma honra ser escolhido, apontado, nominado... e sei que existe isso é uma coisa muito importante para os fãs e que eles gostariam muito disso, então por eles acho que seria uma coisa muito legal.


Incrível.

Até ontem o blog seria capaz de jurar que Axl Rose jamais responderia uma questão sobre uma possível volta do Guns n' Roses dessa maneira.

A impressão é que Axl diria de antemão que nunca iria se juntar a Slash novamente ou coisa do tipo.

Mas parece que Axl está mudado...

Se tivesse acabado aqui, a entrevista já teria valido a pena.

Mas tem mais...


***



VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 4 de 5
Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011





Nesse bloco Eddie Trunk começa elogiando Axl (de novo) e pergunta a ele quais são as impressões erradas que as pessoas têm de a respeito dele.


- Tem tantas coisas [que as pessoas dizem sobre mim que estão erradas]... Muitas coisas... Você sabe, faz tipo duas décadas que as pessoas estão falando [sobre mim]. E muitas vezes as pessoas estão falando sobre coisas que alguém com uma visão distorcida disse, ou mesmo sobre alguma coisa que um dia alguém falou brincando e que depois... Por exemplo: as pessoas dizem "Axl é um ditador". Eu sei exatamente onde [e quando] isso começou. [No começo da nossa carreira], essa mulher chamada Beth estava entrevistando a gente e Izzy me chamou [brincando] de 'Aiatolá'. O negócio começou ali. Eu não percebi que deveria desmentir aquilo na hora. E [o resultado é que] as pessoas ficam dizendo um monte de coisas. Um monte de gente acha que eu fico processando um monte de gente por aí, mas a verdade é que um monte de gente me processa e eu quase não processo ninguém de volta. Quer dizer [nesse momento Axl começa a rir], eu não processo nem metade das pessoas que eu gostaria de processar.


Nessa hora um dos entrevistadores fala sobre a música "Get in The Ring", dizendo que Axl teve a chance dele de falar dos outros e detonar um monte de gente naquela música.

A resposta de Axl Rose mais uma vez é surpreendente.

Ele diz que não foi idéia sua xingar os jornalistas.

E revela guardar, após 20 anos, uma certa mágoa de Duff Mckagan, Tim Zutaut e todo mundo que se envolveu na história...

- É verdade [que eu tive a chance de falar o que quis na "Get in the Ring"], mas essa música é mais um exemplo [de como as coisas são distorcidas]. [Sair xingando todo mundo] não foi minha idéia, aquilo foi idéia de Tom Zutaut e Duff Mckagan. Porque tinha um espaço em branco [sem letra] na música e eu estava tentando [pensar em como completar a letra], eu me lembro de ficar pensando "Putz eu tenho que fazer alguma coisa aqui". E eu me lembro que eles chegarem e falarem: "Ei, porque você não aproveita para detonar Andy Secher e Bob Guccione Jr e tal e tal...". E eu disse "Pô, pode ser uma boa", e eu fiz aquilo e todo mundo estava feliz com o resultado. Mas quando a merda foi pro ventilador, todo mundo saiu de fininho. E eu fui ingênuo e não percebi as guerras políticas que aconteciam naquela época entre as gravadoras, as relações que eles tinham com [as revistas] Rolling Stone, Spin e outras... Eu tipo caí numa armadilha e ninguém deu um passo à frente para dizer alguma coisa. Me desculpe [por falar isso], mas as coisas foram feias desse jeito.


Em seguida Axl revela um caso em que diz que sua atual banda foi enganada em Abu Dabhi (mas não dá maiores detalhes).

A conversa então dá uma "esfriada" quando um dos apresentadores pergunta a Axl que música ele anda escutando.

Axl revela que escuta muita coisa, desde Ben Harper até Jerry Lee Lewis. E confirma que é fã de Rose Tattoo, W.a.s.p. e diz ainda que gosta de Angel City.

E é basicamente isso.

Mas ainda tem o último bloco com mais surpresas...


***


VÍDEO Entrevista de Axl Rose ao That Metal Show - parte 5 de 5
Canal VH1 Classic, TV Americana, Novembro de 2011




Neste último bloco Eddie Trunk pergunta se Axl sentiu alguma pressão para lançar o disco "Chinese Democracy"?


Axl diz que sim.

- Foi uma tempestade torrencial...


Depois Axl fala sobre a reunião com Duff no ano passado, quando tocaram juntos em Londres. E faz uma revelação surpreendente.

- Nós vamos fazer uns shows com Duff.


Em seguida, Axl comenta sobre o encontro.

- Eu [estava no meu hotel em Londres] e ouvi Duff no corredor falando com alguém. Eu não tinha idéia de que ele estava ali. As pessoas falam que foi coincidência e eu não sei bem se acredito nisso ou não. Bom, de qualquer modo Duff estava lá e eu convidei ele para o show e Tommy deu o baixo para ele tocar. Eu tinha dito pra ele que se ele quisesse tocar alguma música era só falar, que ia ser legal. Mas Tommy chegou e deu o baixo pra ele tocar "You Could be Mine". E eu estava lá cantando e de repente olho para trás e Duff está do meu lado [no palco]. Foi legal, a gente se divertiu, a esposa dele é legal, a gente saiu e passou um tempo junto, foi legal.


Axl então fala sobre Izzy Stradlin. E faz uma ainda outra revelação surpreendente.

- Era para Izzy estar aqui hoje nesta noite, ele tentou dirigir até aqui mas ele não pôde vir. Porque eu vi uma coisa e mandei uma mensagem de texto pra ele... Eu ouvi uma música dos Rolling Stones que eu nunca tinha prestado atenção antes, chamada "Please Go Home", e depois eu ouvi uma das músicas do Izzy chamava "Please Go Home" e eu vi que era a mesma música, que era uma versão da música dos Stones, e eu gostei da versão dele, então eu mandei uma mensagem de texto pra ele. E ele respondeu "Ei cara, você está tocando, talvez eu te encontre em Miami".


Nessa hora Axl fica realmente animado falando sobre Izzy Stradlin e começa a contar várias histórias.

- Eu acho que Izzy comprou um ônibus de turnê pra ele e ele mesmo dirige o ônibus. Ele adora dirigir, vai ao deserto dirigir... ele tem músicas sobre ficar dando cavalos de pau.


Axl fica cada vez mais animado e começa a contar uma história antiga de quando "Sweet Child o' Mine" estourou.

- Aliás o fato de Izzy sair por aí dando cavalos de pau ajudou "Sweet Child o' Mine" a estourar. Eu conheci uma garota no bar e tive que sair porque Izzy tinha levado a limousine embora e estava fazendo dando cavalos de pau em Dallas, bêbado. Isso era na época em que a gente ainda estava fazendo turnês em clubes. Eu esqueci que eu tinha convidado ela e eu já tinha convidado outra pessoa, e aí os dois chegram juntos na porta, e eu apresentei essa garota para o cara da rádio, ele gostou, e viu meu disco.


Então, não deu pra entender nada dessa história.

Mas o que deu para entender é que Axl ficou muito animado ao falar sobre Izzy Stradlin.

E que Axl parece genuinamente adorar falar sobre os velhos tempos de Guns n' Roses .


***


As palavras de Axl Rose mostram que algum tipo de reunião parece possível no futuro.

E Axl não descarta totalmente a possibilidade de isso acontecer no Rock n' Roll Hall of Fame.

A partir de hoje o blog começa a acreditar com mais força que o Guns n' Roses vai voltar.

Um dia.

E vai ser animal.

Quem sabe o que pode acontecer quando esses cinco caras estiverem juntos novamente?





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13.11.2011=185.474

terça-feira, 1 de junho de 2010

AXL ROSE Cantor retorna ao palco; fã diz que guitarrista Bumblefoot ficou irritado com atraso

Texto: Lucky Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fonte: HTGTH.com; YouTube.com
Fotos: HTGTH.com; NRK.no; MyGNRForum.com


Axl Rose está de volta.





O cantor tocou ontem, 31 de maio, em Bergen, na Noruega, com o seu Guns n' Roses.

Axl tocou nesse lugar chamado Vestlandshallen, onde cabem 10 mil pessoas:






Mais uma vez, Axl Rose deixou seus fãs esperando por horas.

A foto abaixo diz tudo.





Mas claro que foi só o show começar...





...para o público "perdoar" o atrasadinho.






***


Quanto ao setlist, nada de novidades.


01. Chinese Democracy
02. Welcome to the Jungle
03. It's So Easy
04. Mr. Brownstone
05. Solo de guitarra de Richard Fortus (tema de filme de James Bond)
06. Live and Let Die
07. Sorry
08. This I Love
09. Rocket Queen
10. Solo de Piano de Dizzy Reed
11. Street of Dreams
12. You Could be Mine
13. Solo de guitarra de Dj Ashba
14. Sweet Child o' Mine
15. Solo de Piano de Axl Rose (com trechos de "Goodbye Yellow Brick Road" e "Someone Saved My Life Tonight")
16. November Rain
17. Solo de guitarra de Bumblefoot (tema de "Pink Panther")
18. Knockin' on Heaven's Door
19. Nightrain
20. Madagascar
21. Better
22. Paradise City



***

Alguns vídeos já apareceram no YouTube...


VÍDEO Novo Guns n' Roses de Axl Rose - "November Rain"
Ao vivo em Bergen, Noruega, 31 de maio de 2010




***


Guitarrista revoltado com Axl Rose?

Segundo o relato de um fã no site HTGTH.com, não foram apenas os fãs que ficaram irritados com o atraso de Axl Rose.

O relato do fã (traduzido abaixo com exclusividade pelo blog) indica que o atraso de Axl também irritou pelo menos um dos membros de sua banda.

O sempre bem-humorado guitarrista Ron 'Bumblefoot' Thal.

O fã diz que o guitarrista não fez questão nenhuma de esconder a irritação com o cantor.

Tanto durante quanto depois do show...

Veja o relato:


- É a sétima vez que vejo o show e sou um fã de todas as formações do Guns n' Roses. O atraso de Axl Rose foi normal, o de sempre. Mas o show foi fraco. Axl não parecia estar ligado com o público e às vezes ele entrava no palco para cantar atrasado. O guitarrista Ron 'Bumblefoot' Thal estava irritado com Axl durante o show, dava pra ver. Ele nem olhava para Axl e, depois do show, pediu desculpas aos fãs no hotel Radisson. Eu acho que o comportamento de Axl foi meio desrespeitoso com as pessoas que pagaram tão caro para ir ao show. Eu me senti triste ao olhar para o meu herói e ver que ele parecia não ser o mesmo. Fisicamente Axl parece um homem triste. É uma visão ruim ver Axl como se fosse um velho artista de circo se arrastando no palco e tentando acompanhar seus parceiros mais jovens.


Problemas à vista, Axl?





A conferir.


***


Algumas frases de Frank Nes, da Bergen Live, que organizou o show.

- Os atrasos do Guns n' Roses são bem conhecidos. É triste ver um só homem fazer todos esperarem. Todos da banda estavam prontos, menos Axl Rose. E sei que ele poderia chegar na hora se quisesse. Nós ficamos de mãos atadas. E temos um monte de custos extras por causa disso. Centenas de pessoas têm que trabalhar horas a mais e nós temos que pagar horas extras para esses trabalhadores. Há alguns concertos em que ganhamos dinheiro e outros em que não ganhamos. Podemos parar de promover shows de artistas desse tipo. Felizmente, hoje em dia há poucos artistas que não estão nem aí para o público.


LEIA MAIS:


• Veja o arquivo do blog sobre a "Chinese Democracy World Tour"
• Veja o arquivo do blog sobre o novo Guns n' Roses de Axl Rose
• Veja o arquivo do blog sobre Axl Rose
• Veja o arquivo do blog sobre atrasos
• Veja o arquivo do blog sobre "November Rain"



Encontre: Guns n' Roses; Axl Rose; guitarra








quarta-feira, 21 de abril de 2010

SLASH O que eles estão dizendo do disco de Slash

Texto: Lucky Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fontes: DailyPrincetonian.com; ConsequenceOfSound; Ocala.com; Cavalierdaily.com; Winnipegfreepress.com; MTV.com; TheUrbanWire.com; Dayly Athenaeum; ShipwreckIslandStudios.com


As resenhas sobre o disco solo de Slash estão saindo em todo lugar.





Veja a tradução exclusiva do blog para resenhas publicadas em diversos sites


- No seu debut solo, Slash é ajudado por pop stars e dinossauros do rock. O problema todo é que Slash não consegue cantar e Axl Rose não está disposto a ajudar. Com colaboradores que vão de Ozzy a Fergie, o álbum é um pastiche de estilos. "Ghost, com Ian Astbury, é a melhor faixa do disco. Aqui Slash conta com a ajuda de Izzy Stradlin, que faz o som perfeito para complementar seus riffs. "Crucify the Dead", com Ozzy, é meio paradona e tem vocais letárgicos. "Beautiful Dangerous" é outra das boas do disco. Fergie recria os berros agudos de Axl Rose em uma boa mistura de pop com metal. Chris Cornell, por sua vez, soa diluído em "Promise". Ainda assim ele está melhor do que Adam Levine em "Gotten", uma música que parece um refugo do Maroon 5, ou uma tentativa frustrada de recriar "November Rain". Quem estiver esperando por algum clássico na linha do Guns n' Roses vai se desapontar. Dois terços do álbum são fracos, mas o terço que presta vale a pena ser ouvido. Slash teria feito melhor se gravasse um álbum instrumental.
Por Raleigh Allison, do site DailyPrincetonian.com


***


- O Guns n' Roses foi uma das melhores bandas do mundo. A banda alcançou milhões de pessoas no mundo todo e até hoje toca em festas e karaokês. Depois os membros da banda foram saindo um por um e só sobrou Axl Rose. Nesse tempo, nenhum dos ex-gunners se manteve tão popular quanto Slash. Ele está no topo de quase todas as listas de melhores guitarristas do mundo e isso não é à toa. Por isso eu estava intrigado com o álbum solo de Slash. Seria um disco no estilo dos discos de John Frusciante? Será que Slash se arriscaria a cantar? Ou seria um disco no estilo de "Supernatural", de Santana? Eu ouvi o disco e acho que ele se parece mais com o disco de Santana.
Grandes talentos ajudam Slash, como Ian Astbury, Ozzy Osbourn, Iggy Pop, Lemmy e Dave Grohl. Mas a força desses nomes não salva o disco. O disco é bem produzido mas o som é limpo demais para um disco de hard rock. Slash poderia fazer um álbum mais "sujo". A voz de Lemmy, por exemplo, não combina muito com "Doctor Alibi". A música é decente, mas soaria muito melhor se os instrumentos tivessem sido gravados de um jeito mais "sujo" para combinar com a voz de Lemmy. O disco também tem caras que te fazem perguntar: "Que porra é essa?!". Você não acredita que eles estejam tocando com Slash. Na música "Gotten", com Adam Levine do Maroon 5 (?!), parece que Slash tenta repetir a fórmula de Rob Thomas no disco "Supernatural" de Santana, mas não chega nem perto de ter o mesmo resultado. Parece só uma música do Maroon 5 com um solo de Slash no meio. Fergie?! Não dá pra entender. A música é tão pesada quando você imaginaria uma música de rock com... Fergie.
Andrew Stockdale, do Wolfmother, até faz sentido. Porque ele também é guitarrista. E a música "By the Sword" não é nem um pouco ruim. Além do que, seus vocais "axl-rosianos" se encaixam bem na música. O mesmo pode ser dito dos vocais do obscuro cantor Rocco Deluca na música "Saint is a Sinner Too", que me lembra muito Led Zeppelin. Os vocais de Deluca lembram Robert Plant e a guitarra de Slash evoca "Stairway to Heaven".
Os vocais de Chris Cornell em "Promise" e de Ian Astbury em "Ghost" estão entre os melhores do disco (junto com os de Stockdale e Deluca). "Ghost" é provavelmente a minha faixa favorita. Já a performance de Cornell é sólida e acho que ele deveria sair em turnê com Slash no lugar de Myles Kennedy. Outra boa faixa é "Watch This", que tem Dave Grohl na bateria e Duff no baixo.
As outras faixas com Kid Rock, M. Shadows e Myles Kennedy não têm nada de mais. No geral, o disco não é horrível. Tem bons momentos, mas as partes ruins dão uma certa reviravolta no estômago. É uma espécie de "Supernatural" (o disco de Santana) que não dá muito certo. Mas é bem melhor que "Chinese Democracy". Ouviu, Axl?
Por Nick Freed, do site ConsequenceOfSound


• Disco Solo de Slash
• Slash
• "In Bed with Axl"


- Slash se transformou numa espécie de ícone da guitarra. Seu primeiro álbum solo traz um monte de riffs de rock e uma constelação de vocalistas famosos. Há muitos riffs e solos inspirados. Depois de ouvir você fica torcendo para o Guns n' Roses voltar. O problema é que as performances vocais do disco não são muito inspiradas. O disco pode servir, então, como um aperitivo para o futuro: um novo CD do Velvet Revolver, um novo disco solo de Slash, ou a tão esperada reunião do Guns n' Roses. Que será a maior de todas as reuniões do rock n' roll.
Por Eric Barnes, do site Ocala.com


***


- Bem-vindos à selva de Slash. Slash não é um cantor talentoso, então decidiu seguir o caminho de Santana e lançou seu álbum solo com ajuda de diversos cantores. "Promise" com Chris Cornell é a melhor de todas. O riff não é exatamente típico de Slash, mas funciona muito bem. As faixas com Miles Kennedy são sólidas também. Outras boas do disco são "Watch This", uma instrumental com Dave Grohl e Duff McKagan. "Nothing to Say", com M. Shadows do Avenged Sevenfold, é provavelmente a faixa mais criativa do disco e M. Shadows lembra Axl Rose cantando com sua voz grave. E mais: Slash toca um lick de guitarra na marca de 1m52s que produz um efeito bem interessante. Slash até se mostra disposto colocar um tempero pop em sua música com "Beautiful Dangerous", que traz Fergie nos vocais. Há também momentos fracos no disco, como "Doctor Alibi" com Lemmy do Motorhead. A primeira metade do disco soa previsível com o esquema riff-verso-refrão-verso-refrão-verso-refrão-solo-final. O álbum é desigual, o que se podia esperar com um cantor para cada música. Mas tem mais bons do que maus momentos.
Por JP Stroman, do site Cavalierdaily.com


***


- Se o Black Eyed Peas não der certo, Fergie pode ter um futuro no hard rock. A faixa de Fergie é uma das melhores do álbum solo de Slash. Outras boas são as faixas "Doctor Alibi", com Lemmy Kilmister, "Promise", com Chris Cornell, e a instrumental "Watch This", com Dave Grohl e Duff McKagan. Há também faixas fracas com Adam Levine (Maroon 5), Myles Kennedy (Alter Bridge) Rocco DeLuca, Kid Rock e Iggy Pop.
Por Rob Williams, do site Winnipegfreepress.com


***


- Finalmente Slash assume o centro das luzes com seu primeiro álbum solo. O disco debutou em terceiro lugar na Billboard e traz uma tremenda coleção de canções de hard rock. As parcerias com Andrew Stockdale, Ian Astbury, Chris Cornell e Dave Grohl funcionam bem. Mas as músicas com Fergie e Myles Kennedy não dão certo.
Por Kyle Anderson, da MTV.com


• Guitarra
• Velvet Revolver
• Guns n' Roses


- Slash cala seus críticos com o lançamento de seu álbum solo. O disco apresenta uma lista de "quem é quem" na música como vocalistas convidados. Desde a sexy Fergie ao playboy Adam Levine, e até mesmo o padrinho do metal, Ozzy Osbourne. Slash mostra que pode soar brutal e melódico em diversos gêneros de música. "Beautiful Dangerous" é a mais controversa do álbum. Slash tem sido acusado de se vender por chamar Fergie para cantar, mas a música é uma das melhores do disco. É legal ver Fergie largar o hip-hop e mandar ver num rockão. Mas há músicas que não funcionam. A colaboração com M. Shadows em "Nothing to Say" é medíocre e repetitiva. Outra faixa que não dá certo é "Saint is a Sinner". A música é boa mas os vocais de Rocco de Luca desapontam. Nota 3.5 de 5.
Por Amiril Muhaimin, do site TheUrbanWire.com


***


- Slash pode figurar na lista dos maiores guitarristas de todos os tempos ao lado de Pete Townsend, Jimmy Page, Angus Young, Keith Richards e Jimi Hendrix. Em seu disco solo, Slash libera sua criatividade represada durante duas décadas de maneira espetacular, com a ajuda de uma série de colaborações de peso nos vocais. Muitos ouvintes poderiam esperar que a faixa de Slash com Ozzy Osbourne seria a melhor do álbum. Mas não é. A melhor faixa é "Beautiful Dangerous", que tem vocais de... Fergie! Outra faixa que se destaca é "Ghost", com Ian Astbury, do The Cult. Há, porém, uma ausência notável no álbum: a voz de Axl Rose.
Por Marc Basham, do site Dayly Athenaeum


***


- Os riffs de Slash em "Welcome to the Jungle", "Paradise City" e "Sweet Child o’ Mine" vão sobreviver por muito tempo, inclusive depois que Slash tiver deixado esse mundo. Em seu primeiro álbum solo, o guitarrista recrutou um mix eclético de artistas para cantar, incluindo legendas como Ozzy, Iggy, Lemmy e estrelas contemporâneas como Adam Levine, Fergie e M. Shadows. Apesar de ter o nome de Slash na capa, o disco soa mais como uma reunião de estrelas com a guitarra de Slash esmerilhando ao fundo. A ótima faixa com Fergie tem vocais sedutores e fica difícil de acreditar que é ela mesmo quem está cantando! "By The Sword" é uma colaboração fantástica que deixa no ar a vontade de ouvir um disco inteiro feito por Slash e Andrew Stockdale. Já os vocais de Adam Levine não se encaixam bem em "Gotten". Nota: 3.97/5
Por Jere, do site ShipwreckIslandStudios.com



LEIA MAIS:

• Veja o arquivo do blog sobre Slash
• Veja o arquivo do blog sobre o disco solo de Slash



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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

REUNIÃO Axl mais perto de uma reunião? Você sabe ler em coreano?

Texto: Lucky Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fonte: Hani.co.kr
Repercussão: NoiseCreep.com


Está rolando um burburinho na web.

Sobre duas possíveis (mas altamente improváveis) declarações de Axl Rose.

As declarações abririam caminho para uma eventual reunião do Guns n' Roses.




...

Em resumo, Axl teria dito que:

1) Voltar a tocar com Slash, Izzy, Duff e Steven é "difícil" (difícil, nesse caso, é 1.000 vezes melhor do que qualquer coisa que Axl tenha dito nos últimos 10 anos).

2) Slash, Izzy, Duff e Steven estão "devotados à seus projetos musicais" e Axl apóia eles "com todo coração" (não me lembro de jamais ter visto Axl dizendo que apóia os projetos de Slash, Izzy, Duff e Steven).

Uau.

Axl disse mesmo essas coisas?

Provavelmente não.

...

O que aconteceu, aparentemente, foi o seguinte:

Alguém do jornal coreano "Hankyoreh" enviou perguntas para Axl por e-mail.

Axl supostamente respondeu as perguntas.

Alguém ligado a Axl editou as respostas.

E depois as enviou para o promotor do show na Coréia.

Esse promotor enviou as respostas para o jornalista coreano.

Alguém traduziu as respostas de Axl para o idioma coreano.

A entrevista foi publicada em coreano no jornal "Hankyoreh" (está AQUI).

Fãs coreanos traduziram a entrevista para o inglês.

E o blog traduziu as respostas para o português.

Fazia tempo que eu não brincava de telefone sem fio.

...

Algo definitivamente parece ter se perdido nessa confusão toda.

É difícil acreditar que Axl Rose tenha dito que "apóia com todo o coração" os projetos musicais de Slash, Izzy, Duff e Steven.

Até porque um tempinho atrás Axl saiu por aí dizendo jamais tocaria novamente com Slash.

Será que Axl mudou de opinião?





O blog segue torcendo para que a reunião aconteça.

...

PS: vou chamar a Sun do "Lost" para traduzir essa entrevista direito.





Ela fala inglês e coreano...


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