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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SLASH Slash transforma "Always on the Run" em jam de 8 minutos; conheça a história da música

Texto: Lucky Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fontes: YouTube.com


Era uma vez um riff que Slash fez com sua guitarra.

Ou melhor, com uma delas.





O riff era bom.

Dava vontade de dançar.





E aí é que morava o problema...

O riff era "funky demais" para o Guns n' Roses.





Sim, sim, sim...

É verdade que dançar nunca foi um problema para Axl Rose...






É verdade também que uma música como "Rocket Queen" dá mais vontade de dançar do que a discografia completa do É o Tchan...

Mas...

Mas infelizmente (para o Guns n' Roses), Axl não se empolgou com o riff de Slash.

Ou seja...

Esquece Slash, esse riff não rola.




Mas...

Quando Slash já se dava por vencido...

Entra em cena o "salvador do riff".

Ninguém menos que...

Mr. Lenny Kravitz!





Sim, ele mesmo, Lenny Kravitz, que estudou na mesma escola de Slash em Los Angeles.

Kravitz simplesmente adorou o riff do colega.

Adorou de cara, logo na primeira vez que ouviu.

Gostou tanto que disse na hora para Slash:

- Ei, dá pra fazer uma música com isso aí.

O riff estava salvo.

E, sem demora, Lenny Kravitz fez uma canção baseada no riff.

O nome da música?

"Always on the Run".


VÍDEO Lenny Kravitz e Slash - "Always on the Run"
Vídeo oficial




Isso tudo aconteceu ali no começo dos anos 90.

Lenny gravou a música com Slash.

E a lançou no disco "Mama Said", de 1991.





Era, disparado, a melhor música do CD.

Na verdade, era provavelmente a única música realmente boa do disco.


...


Depois de gravarem juntos, Slash e Lenny ficaram mais próximos.





Era de se imaginar que virariam parceiros contantes...

E que fariam muitas outras músicas juntos...

Infelizmente isso não aconteceu.

Até hoje, "Always on the Run" é a única parceria entre Slash e Lenny Kravitz.


...


Mas, pelo menos, rolaram algumas jams entre os dois guitarristas.

A mais famosa, sem dúvida, é a jam de Lenny com o Guns n' Roses no famoso show de Paris em 1992.

Quer dizer, a jam de Lenny com o Guns n' Roses sem Axl Rose, sem Izzy Stradlin e sem Steven Adler no famoso show de Paris em 1992.

Quer dizer, a jam de Lenny com o Velvet Revolver (mais de dez anos antes do Velvet Revolver ser criado!).


VÍDEO Guns n' Roses e Lenny Kravitz - "Always on the Run"
Ao vivo em Paris, França, 6 de junho de 1992




Detalhe curioso sobre essa jam...

Axl Rose não participou.

Porque?

Não se sabe.

Aparentemente Axl Rose fez questão de sair do palco durante toda a música.

Sem dizer uma palavra, Axl mandou um foda-se para o convidado...





Não anunciou Lenny Kravitz, não agradeceu Lenny Kravitz e não deu nem ao menos o protocolar abraço em Lenny Kravitz no palco.

Simplesmente saiu do palco sem dizer uma palavra.

E voltou sem dizer uma palavra...

Bom, fazer o quê?

Vida que segue...


...


Pouco tempo depois, lá por 1994 (ou 1995? ou 1996? ou 1997? alguém aí sabe com certeza?) o Guns n' Roses (ou o que havia sobrado do Guns n' Roses) acabou.

E...

E Lenny Kravitz seguiu tocando "Always on the Run" em sua carreira solo.


VÍDEO Lenny Kravitz - "Always on the Run"
Ao vivo no Osaka Castle Hall, Osaka, Japão, novembro de 1995




E tocando...


VÍDEO Lenny Kravitz - "Always on the Run"
Ao vivo no festival Pinkpop de 2004




E tocando...


...


Felizmente, Slash também tocou a música algumas vezes ao longo dos anos...

Em 1999, por exemplo, ele tocou "Always on the Run" com a segunda formação do Snakepit...

Num show em Anaheim, ele estava tão desligado que chamou a música de "Mama Said"...


VÍDEO Lenny Kravitz - "Always on the Run"
Ao vivo em Anaheim, EUA, 4 de junho de 1999




...


Ah, e outras pessoas também tocaram a música!

Ou pelo menos tentaram!


VÍDEO Marisa Monte com Titãs - "Always on the Run"
Algum dia, algum lugar





Mas não passou muito disso.

Aí vieram os anos 2000.

Veio o Velvet Revolver...

Veio o disco solo de Slash -- para o qual ele estranhamente não chamou Lenny Kravitz...

E veio a turnê de Slash.

Pois é.

E justamente nessa turnê, mais de 20 anos depois de gravar "Always on the Run", Slash está tocando a música novamente!

Como no show de Chicago, no domingo passado.





Detalhe: Slash não está apenas tocando a música...

Está fazendo uma versão maior dela.

Em Chicago, a versão de "Always on the Run" teve mais de oito minutos.

Com direito a dois solos de guitarra.

Bobby Schneck faz o primeiro, com Slash segurando o riff-base.

E, depois, Slash emenda sua solada.

Veja como ficou...


VÍDEO Slash - "Always on the Run"
Ao vivo na House of Blues de Chicago, IL, EUA, 11 de fevereiro de 2011




Que vontade de ouvir Axl Rose cantando essa música...


LEIA MAIS:

Veja o arquivo do blog sobre Slash
Veja o arquivo do blog sobre "Always on the Run"
Veja o arquivo do blog sobre Lenny Kravitz
Veja o arquivo do blog sobre Bobby Schneck

Encontre: Slash; Duff Mckagan; Guns n' Roses; Appetite For Destruction; Axl Rose


terça-feira, 7 de outubro de 2008

SLASH Quem vai cantar no disco solo de Slash? Veja as apostas do blog

Texto: Lucky Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fonte: MusicRadar.com
Foto: SlashOnline.com


Será que o álbum solo de Slash sai antes do álbum solo de Axl Rose (sim estou falando de "Chinese Democracy")? Em entrevista para o site MusicRadar.com, Slash falou sobre seu álbum solo. E disse que as pessoas vão se surpreender com os cantores que ele escolheu para cantar em cada faixa.

- Eu comecei a compor as músicas durante a turnê do Velvet Revolver. Depois que a turnê acabou comecei a gravar algumas idéias e desenvolvê-las. Eu gravo num estúdio digital de 16 faixas. É bem simples, até porque eu não aguento usar nada complicado. Eu não sei se o disco vai ser surpreendente. O disco vai ter vários tipos de música. E vão ter cantores diferentes para cada música. Acho que a escolha dos vocalistas vai ser o que vai surpreender mais as pessoas. Mas você vai ter que esperar e ver quem eles são.

O blog aposta nestes nomes para o álbum solo de Slash:

LENNY KRAVITZ - foi visto com Slash recentemente em estúdio; é amigo de longa data de Slash e opção para cantar alguma música mais "funkeada" do CD; é um nome em evidência na indústria da música, não se surpreenda se ele cantar o primeiro single e aparecer em algum vídeo com Slash; veja Slash com Lenny Kravitz.

PERRY FARRELL (Jane's Addiction) - tem sido visto com Slash em inúmeros eventos (aniversário de Slash, shows do Slash Blue's Ball, Loolapalooza etc); seria o nome de escolha para uma faixa mais "viajandona" e pode atrair o público mais "alternativo" para o álbum; veja Slash com Perry Farrell.

FERGIE - Slash tocou "Sweet Child o' Mine" com ela recentemente no seu aniversário e num show da própria Fergie; se Slash chamá-la, certamente ganhará muita visibilidade para o álbum e, ao mesmo tempo, perderá bastante credibilidade; o engraçado é que apesar de compor músicas patéticas em sua carreira solo e com o Black Eyed Peas, Fergie não é uma má cantora e pode até funcionar com Slash se tiver a música certa para cantar; veja Slash com Fergie.

CHESTER BENNINGTON (Linkin Park) - infelizmente, são grandes as chances de que esse péssimo cantor do Linkin Park esteja no disco solo de Slash; reze para que isso não aconteça; veja Slash com Chester Bennington.

JERRY CANTRELL (Alice in Chains) - também é sempre visto tocando com Slash; já mostrou no Alice in Chains que segura bem os vocais de qualquer música; de quebra, poderia fazer um duelo sensacional de guitarras com Slash; veja Slash com Jerry Cantrell.

SEAN DOG (Cypress Hill) - já fez trezentas jams com Slash; seria um nome de escolha para uma música mais funkeada e poderia atrair o público de rap e hip-hop para o álbum; veja Slash com Sean Dog.


LEIA MAIS:

Slash toca com moleque de 13 anos
Slash e Perry Farrell tocam para as crianças
Festa do Slash foi animal!


Encontre: Slash; Guns n' Roses; Velvet Revolver; Jane's Addiction; Alice in Chains



quarta-feira, 15 de agosto de 2007

ENTREVISTA Slash diz que não gosta de 'Contraband' e que não pensa muito quando toca músicas do Guns

Texto: Luciano Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fontes: Spinner.com
Imagens: SEM CRÉDITO CONHECIDO


Slash diz que algo o incomoda em 'Contraband', o primeiro CD do Velvet Revolver (foto ao lado). E diz que ele e Duff não pensam muito quando tocam as músicas do Guns n' Roses no Velvet.
As declarações foram dadas em recente entrevista para o site Spinner.com. Como sempre, você acompanha com exclusividade aqui no blog NotíciasdoGuns a tradução das principais declarações de Slash:


SOBRE TOCAR MÚSICAS DO GUNS NO VELVET REVOLVER:

"A música - e principalmente o rock - deve ser simples. Ou é bom ou não é. E se é bom você toca. Tem algumas músicas do Guns n' Roses que são tão 'a cara' do Guns que a gente prefere nem tocar. Tem outras que a gente pensou em tocar mas acabou não tocando porque não ficou legal com a gente, ou porque a música está fora do alcance vocal de Scott ou porque as guitarras não ficam parecidas com o que Izzy e eu fazíamos (na foto, Izzy e Slash em 1991). Então essas a gente nem toca. O fato é que as músicas do Guns estão tão próximas da gente que a gente nem pensa muito quando toca. Eu penso mais, por exemplo, quando vou num show do Roger Waters e vejo que ele tem um guitarrista que toca igualzinho ao David Gilmour, nota por nota. Mas quando toco Guns, nem penso muito. Acho que as pessoas analisam muito mais do que a gente. A gente simplesmente toca. É legal e temos todo o direito de tocar porque são músicas que a gente fez."


SOBRE OS PROBLEMAS COM RICK RUBIN

"Rick tem um jeito diferente de fazer discos. Ele chegava, ouvia nossas músicas, dizia pra gente que achava isso bom e aquilo ruim e simplesmente sumia. E quando ele voltava é como se ele tirasse o ar da sala. Eu adoro o Rick mas ele estava trabalhando no disco do Metallica e no disco do Linkin Park ao mesmo tempo que no nosso disco. E chegou uma hora que vimos que não estava funcionando e finalmente desistimos dele. Então Scott sugeriu Brendan O'Brien. Eu falei com ele no telefone e ele parecia ter todas as respostas certas e a atitude certa."


SOBRE CONTRABAN
D

"Quando gravamos 'Contraband', a gente conseguiu capturar a eletricidade que havia entre nós cinco. A gente queria fazer um disco, cair na estrada e dizer para o mundo: 'Aqui estamos nós'. Mas por mais que o disco tenha sido um sucesso eu nunca fiquei completamente satisfeito com ele. Tem algo que me incomoda em 'Contraband'. Acho que talvez seja pelo 'pedigree' da nossa banda, eu senti que a gente nem chegou perto de onde poderia chegar".


SOBRE PROBLEMAS NA GRAVAÇÃO DE LIBERTAD

"Começaram esses rumores de que eu ia voltar ao Guns n' Roses e Axl soltou essa porra de press release e o que ele disse me colocou contra os caras da banda. Então quando voltamos a nos acertar parecia que ia ser bem difícil gravar 'Libertad'. Mas nós conseguimos deixar esses rumores para trás e o ambiente ficou muito bom. E acho que isso ajudou muito no disco".


SOBRE MÍDIA, INTERN
ET...

"Antigamente você fazia um disco, entregava para a gravadora, fazia shows e esperava para ver o que acontecia. Hoje com esse fluxo de informações sem interrupção na internet, todo mundo busca ganhar alguma coisa em cima de quaquer coisa que você faça. Até algumas publicações respeitáveis caíram nessa vala comum da fofoca. Então você vai e grava um disco e qualquer coisa que você faz se torna público sem que você tenha a menor chance de controlar. A mística acabou, tudo está superexposto."


SOBRE A TURNÊ COM O ALICE IN CHAINS E O ÁLBUM "DIRT"

"A primeira vez que eu vi o Alice in Chains foi ainda com o Layne Staley no começo dos anos 90. Eu e Duff achávamos "Dirt" (imagem ao lado) um puta disco, era um dos poucos que a gente ouvia o tempo todo naquela época junto com "Let Love Rule" [de Lenny Kravitz]. Nós conhecemos os caras da banda desde aquela ápoca e então Layne morreu. Ninguém ficou surpreso, mas foi a típica tragédia que não precisava acontecer. Quando o Alice in Chains voltou a tocar eu achei estranho. Mas eu fui ver eles tocarem e achei William DuVall [novo vocalista] animal. E quando a gente começou a discutir os nomes para a turnê de 'Libertad' surgiu o nome do Alice in Chains. O Jerry estava trabalhando no novo disco da banda e eu achei que eles não iriam topar, mas no final deu certo".


SOBRE O NOVO GUNS N' ROSES DE AXL

"Muita gente ainda não sabe direito o que é o Guns n' Roses hoje porque a banda não está sendo apresentada como um novo Guns n' Roses. Algumas pessoas falam para mim que foram no show do Guns e que eu e Duff não estávamos lá. É meio surreal, meio bizarro".


Encontre: Slash; Velvet Revolver; Contraband; Libertad; Guns n' Roses

sexta-feira, 6 de julho de 2007

LIVE EARTH Axl quase veio ao Rio de Janeiro. Mas não foi chamado a tempo. E não haviam vôos...

Texto: Luciano Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fontes: GunsNRoses.com; LiveEarth.org; Omelete.com.br
Imagens: Math.ethz.ch; GNROnTour.com1; GNROnTour.com2
Wichita.edu; BrazilBrazil.com

Em comunicado distribuído à imprensa e publicado no site oficial de seu novo Guns n' Roses, Axl Rose revela que gostaria de estar no Rio de Janeiro para participar do Live Earth, mas que isso não foi possível. O evento será realizado amanhã, sábado, 7 de julho, em oito cidades - Nova York, Londres, Sydney, Johanesburgo, Tóquio, Xangai, Hamburgo e Rio de Janeiro, na praia de Copacabana (foto) - com 24 horas ininterruptas de música e o objetivo de desencadear um movimento global para resolver a crise climática blah, blah, blah...

Axl explica que declinou do convite para o Live Earth porque não foi avisado com antecedência suficiente para poder transportar o equipamento do seu novo Guns n' Roses para o Rio de Janeiro. Veja abaixo a tradução do comunicado de Axl Rose:


COMUNICADO TRADUZIDO - Guns n' Roses no Live Earth
Por Axl Rose (publicado no site GunsNRoses.com)


Nem eu nem o Guns n' Roses vamos participar do Live Earth Rio nem do Live Earth em outras partes do planeta por algumas razões. A primeira é que só fomos convidados há algumas semanas, quando estávamos em turnê na Austrália e com shows marcados (e já esgotados) no Japão. Nosso equipamento já seguiu para o Japão. Tentamos encontrar uma solução para conseguir tocar no Rio mas infelizmente niguém sugeriu uma saída.

Fui então convidado pelos promotores e por Al Gore para me apresentar individualmente ao lado de Lenny Kravitz. Quando estávamos acertando as coisas, Lenny infelizmente se machucou e cancelou temporariamente sua participação no evento. De acordo com os promotores, quando eles conseguiram reconfirmar a presença de Lenny já não havia mais como agendar um lugar em para mim em vôos para o Brasil e depois para o Japão. Infelizmente, eu não fui informado sobre a reconfirmação da participação de Lenny e só descobri isso hoje, sábado de manhã na Austrália e sexta-feira à noite no Brasil.

Nem eu nem o Guns n' Roses fomos convidados a tocar em outros locais do Live Earth, como Japão ou Austrália, onde estamos no momento. Nós nos oferecemos formalmente para tocar mas a oferta foi recusada.

Nós desejamos um evento de sucesso a todos: artistas, organizadores e ao público em todo o planeta.

Obrigado,
Axl Rose



ESPECULAÇÕES, PERGUNTAS... O que realmente aconteceu?

O comunicado de Axl Rose deixa algumas perguntas no ar. Perguntas que talvez nunca sejam respondidas....

Será que Axl Rose ficou irritado por ter sido chamado apenas na última hora? É bem possível que isso tenha acontecido. O comunicado de Axl não é explícito mas sugere que o convite tardio o tenha desagradado. No Brasil, o anúncio dos artistas confirmados para o evento aconteceu na segunda semana de junho (veja aqui), quando foram anunciados os nomes de Alanis Morissette (que acabou cancelando a participação), Lenny Kravitz, Pharrell Williams e outros.

Será que o novo Guns n' Roses de Axl não poderia tocar com o equipamento de outros artistas? Quando alguém quer fazer uma coisa, simplesmente faz. Quando não quer, arruma "problemas" e "obstáculos". Certamente o Guns n' Roses poderia vir ao Brasil e usar equipamento cedido pela organização do evento ou mesmo por outra banda. Ainda mais que se trata de um evento beneficente, portanto a solidariedade seria mais que bem-vinda. Ou não?

Será que Lenny Kravitz inventou que estaria machucado para não ter que dividir o palco com Axl Rose? Em 1992, no infame show "Pay-per-view" do Guns n' Roses em Paris, na França, Axl Rose deixou o palco antes da participação de Lenny Kravitz. O guitarrista e cantor subiu ao palco do Guns n' Roses e tocou "Always on the Run" com o Guns n' Roses (foto) sem a participação de Axl. O cantor só voltou ao palco após o fim da música. Será então que Lenny aproveitou para dar o troco em Axl Rose 15 anos depois? Não é impossível, mas também não é provável. Afinal Lenny Kravitz foi visto ano passado num dos shows do novo Guns n' Roses em Nova York e poucos dias no show acústico secreto que Axl e sua banda fizeram no clube The Plum, no aniversário da atriz Rosario Dawson, também em NY (veja vídeos AQUI). Portanto se aconteceu algo entre Lenny e Axl em 1992, esse "algo" já deve ter sido superado.

Mesmo assim veja o vídeo abaixo de Lenny Kravitz tocando com o Guns n' Roses no show de Paris em 1992... nem sinal de Axl!


VÍDEO GUNS N' ROSES COM LENNY KRAVITZ - "ALWAYS ON THE RUN"
Ao vivo no Hippodrome de Vincennes, Paris, França, 06 de junho de 1992




Será que a crise dos aeroportos no Brasil teve alguma coisa a ver com a impossibilidade de arranjar vôos para Axl? É duro de acreditar que uma personalidade como Axl Rose (ainda mais aliada aos organizadores de um evento global do porte do Live Earth) não tenha conseguido UM assento em qualquer vôo saindo da Austrália para o Brasil. Ou será que a culpa de tudo foi a crise dos aeroportos no Brasil? Não dá para saber. Mas ninguém me tira da cabeça que se ambas as partes - Axl e os organizadores - realmente estivessem interessadas, mesmo que não houvesse vôos eles fariam uma vaquinha para alugar um jatinho ou algo parecido.

E finalmente a pergunta que realmente não quer calar... porque Axl lança um comunicado sobre o Live Earth e não diz uma palavra sobre "Chinese Democracy"? Nos últimos meses o site oficial do novo Guns n' Roses de Axl Rose foi pródigo em comunicado inúteis: um deles diz que a banda vendeu muitos ingressos no Itens do México, outro fala sobre o sucesso dos shows no México, há outro sobre o sucesso dos shows na Austrália e mais um sobre itens exclusivos da banda em leilão no eBay. Ou seja: nada de relevante e nenhuma palavra sobre "Chinese Democracy". Não dá para entender...


BONS TEMPOS: Guns n' Roses no Brasil em 1991

Enfim, se Axl não vem para o Brasil com sua nova banda, vale a pena lembrar de quando ele veio para o Brasil com o Guns n' Roses (foto). Assista abaixo o vídeo de "You Could be Mine" no Rock in Rio II de 1991 e delire. Na modesta opinião deste blog, essa é simplesmente **A MELHOR** performance de "You Could be Mine" ao vivo* (pouca gente concorda com isso, mas tudo bem). Detalhe: essa foi a segunda vez que o Guns n' Roses tocou essa música (a primeira havia sido três dias antes também no Rock in Rio). Mais: o microfone de Axl falha durante a música e Izzy canta alguns versos no lugar de Axl. E mais ainda: Axl canta apenas alguns trechos da última parte da letra (provavelmente porque não se lembrava de toda a letra ou porque a letra ainda não estava terminada). Mesmo com tudo isso - e levando-se em conta que as mais de 100.000 pessoas que estavam no show não conheciam a música! - essa performance é simplesmente animal. Veja o vídeo...

VÍDEO GUNS N' ROSES - "YOU COULD BE MINE"
Ao vivo no Maracanã, Rio de Janeiro/RJ, Brasil, 20 de janeiro de 1991




SHOWS INESQUECÍVEIS: Duas noites históricas no Brasil

Os primeiros shows do Guns n' Roses no Brasil foram simplesmente fantásticos. O debut da banda no país aconteceu em duas noites quentíssimas de verão nos dias 20 e 23 de janeiro de 1991, no Maracanã, no Rio de Janeiro, durante o Rock in Rio II (na foto ao lado, Axl e Izzy no show do dia 20). O Guns estava no auge absoluto, com várias músicas de " Appetite For Destruction" e " GN'R Lies" tocando sem parar no rádio e até na televisão.

Hoje pode parecer difícil de acreditar mas naquela época tinha música do Guns n' Roses tocando até em novela da Globo! "Sweet Child o' Mine" era a primeira música do disco da "Trilha Intenacional" da novela das seis "O Sexo dos Anjos", que ficou no ar entre setembro de 1989 e março de 1990 (o disco de vinil da "Trilha internacional" de Sexo dos Anjos - que traz o ator Mário Gomes na capa - é hoje uma raridade absoluta e item de colecionador). É difícil para quem não viveu aquela época entender, mas todo mundo - do metaleiro mais insano até a menininha de 14 anos - gostava de Guns n' Roses em 1991!.

A melhor parte é que o Guns veio para o Brasil com muita vontade de arrepiar, afinal o Rock in Rio II era o primeiro grande festival mundial da banda como atração principal. E isso sem falar que o Guns n' Roses ainda era o Guns n' Roses, com Axl Rose, Izzy Stradlin, Slash e Duff Mckagan. Steven Adler havia sido despedido no ano anterior, mas o estreante Matt Sorum não decepcionou em seu primeiro show com a banda, assim como o novo integrante, o tecladista Dizzy Reed. Isso mesmo, pode parecer loucura, mas os dois shows do Guns no Rock in Rio - em pleno em pleno Maracanã, diante de mais de 100 mil pessoas - foram os primeiros de Matt e Dizzy com a banda!

Com o Maracanã completamente lotado, os shows foram os maiores da carreira do Guns n' Roses até aquele momento - e, sem dúvida, também foram dois dos melhores! A banda tocou os clássicos de "Appetite" e "Lies" e estreou em primeira mão várias músicas de "Use Your Illusion", que ainda nem haviam sido lançados! Os brasileiros tiveram o privilégio de ouvir clássicos como "You Could be Mine", "Pretty Tied Up" e "Dead Horse" ao vivo em primeiríssima mão!

Assistindo o DVD daquelas apresentações hoje, é quase impossível encontrar qualquer coisa de ruim. Tudo parecia perfeito. Mas na época, apesar da "febre" em torno do Guns, muitas pessoas meteram a boca na banda e principalmente em Axl. O que mais se ouviu após os shows foi "Axl está gordo!", "Axl não consegue cantar ao vivo igual faz no estúdio" e "Que bermudinha ridícula aquela com a bandeira dos Estados Unidos" (foto).

Pura bobagem. Quem liga se fulano ou sicrano está gordo e se fulano usou essa ou aquela roupa ridícula? O que importa quando se vai a um show de rock é... o rock n' roll! Obviamente que Axl não consegue - e nem quer - repetir ao vivo os vocais que gravou em estúdio. É até difícil entender uma pessoa que queira que isso aconteça? Qualquer um que goste de rock n' roll sabe que pedir para um cantor fazer isso é ir contra a espontaneidade que torna o rock n' roll maravilhoso. Se você vai a um show esperando uma performance coreografada, talvez seja melhor ir a um show do Cirque du Soleil! Mas essa é outra história. A verdade é que o Guns n' Roses simplesmente destruiu nas duas noites do Rock in Rio II.


COLEÇÃO Você tem os shows do Guns no Rock in Rio II?

Se você não tem os CDs e DVDs com os shows do Guns n' Roses no Rock in Rio II, não perca mais tempo: são dois shows fantásticos e absolutamente obrigatórios na coleção de qualquer gunner que se preze! Existem CDs e DVDs bootlegs originais (prensados) com a gravação destes shows circulando entre colecionadores. É praticamente impossível encontrar esses discos em lojas de música no Brasil hoje em dia, pois a maioria só foi lançado no exterior. Se você tem interesse em adquirir algum desses álbuns, envie e-mail para encomendasdoguns@gmail.com.



Encontre: Axl; Axl Rose; Pôsters do Axl Rose; Guns n' Roses; Izzy; Chinese Democracy; Lenny Kravitz; Slash

sexta-feira, 18 de maio de 2007

DOWNLOAD Baixe (e escute!) prévia de quatro músicas de "Libertad", o novo CD do Velvet Revolver

Texto: Luciano Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fontes: www.velvetrevolver.com; Billboard.com; MTV.com-1; MTV.com-2; Velvet-Revolver.com; Blabbermouth.net; RollingStone.com; Q Magazine/Velvet-Revolver.com
Imagens: www.velvetrevolver.com


Desde que surgiram os primeiros rumores sobre o lançamento de "Libertad", novo disco do Velvet Revolver (veja a provável capa ao lado), uma série de declarações desencontradas dos membros da banda chegou até os fãs. Em dezembro de 2005, Scott Weiland disse que o Velvet Revolver estaria preparando um álbum "conceitual" e que tentaria "emular os grandes discos do passado", como 'Exile On Main Street' dos Rolling Stones e 'Dark Side of the Moon' do Pink Floyd. Em março de 2006, Duff não confirmou a informação de Scott: "Álbum conceitual? Não sei. Só sei que vai ser um disco matador". Pouco tempo depois Matt Sorum lançou mais lenha na fogueira ao afirmar que o Velvet Revolver estaria preparando um álbum "mais dançante do que Contraband" e que a banda teria experimentado gravar algumas faixas com o produtor e rapper Pharrell Williams. Duff confirmou a declaração de Matt, dizendo que "Libertad" teria algumas músicas produzidas por Pharrell e que Lenny Kravitz e outros produtores também estariam envolvidos.

A idéia de fazer um álbum conceitual foi abandonada, assim como a colaboração com Pharrell e Lenny Kravitz. Na hora H, a banda acabou optando por trabalhar com o renomado produtor de rock Rick Rubin. O problema é que aparentemente Rubin não gostou das músicas do Velvet Revolver e a banda não gostou do método de trablaho de Rubin. Resultado: a parceria não foi para a frente. Entrou em cena então o produtor Brendan O' Brien, que já havia trabalhado com Scott Weiland nos discos do Stone Temple Pilots e as gravações de "Libertad" finalmente engrenaram. E depois de muitos meses improdutivos, a banda foi para o estúdio e gravou o disco em poucos meses.

Após as sessões de gravação de "Libertad" (foto abaixo), Slash e Scott deram diversas entrevistas em que se mostraram bastante otimistas em relação ao álbum. Slash declarou que a banda se sentiu absolutamente "sem limites" durante o processo de composição e gravação e elogiou os vocais de Scott e a atuação de seu colega de guitarra Dave Kushner. Scott devolveu os elogios e disse que a banda havia se sobressaído nas gravações do disco. O mais importante era o ponto comum entre as declarações de Slash e Scott: "Libertad" era um disco muito melhor que "Contraband" (Q Magazine/Velvet-Revolver.com).

Finalmente chegou a hora de escutar a primeira "prévia" de "Libertad"!
O Velvet Revolver colocou quatro musicas novas na internet para download gratuito: "She Builds Quick Machines" (música completa, com 4m03s), "The Last Fight" (trecho da música, com 1m41s), "Spay" (trecho de 1m38s) e "She Mine" (trecho de 1m30s).

As músicas foram disponibilizadas com exclusividade no site da AOL (America Online).
Infelizmente é impossível para os brasileiros e para pessoas de muitos outros países escutarem as músicas neste site. Por isso, fãs que conseguem acessar o site da AOL baixaram as quatro músicas e as colocaram disponíveis para fãs de todo o mundo (inclusive nós, brasileiros) em sites de download como Megaupload e Rapidshare. Você pode baixá-las nos seguintes links:

Link RapidShare - As quatro músicas (link de "estebanf")
Link Megaupload - As quatro músicas (link de "highvoltage")

Link Megaupload - She Builds Quick Machines (link de "Slashthis")
Link Megaupload - Last Fight (link de "Slashthis")
Link Megaupload - Spay (link de "Slashthis")
Link Megaupload - She Mine (link de "Slashthis")

A qualidade de áudio dessas amostras é propositalmente baixa, porque a idéia é que elas sejam justamente um "aperitivo" para "Libertad", que obviamente terá todas as músicas em altíssima qualidade. Mas é interessante poder ouvir em primeira mão essas gravações de estúdio depois de tanta especulação sobre como seria o som do novo álbum. Aproveite!


Encontre: Slash; Duff; Velvet Revolver; Scott Weiland