"O Vintage Modern é do caralho. É incrivelmente dinâmico e tem uma saturação que permite que as nuances da sua guitarra soem naturais. Tem um som grande mas que não se sobrepõe ao som da guitarra e eu acho isso muito importante". Com essas palavras, Slash descreve o som dos novos Amplificadores Marshall da série "Vintage Modern" (foto). As palavras de Slash estão no press-release de divulgação dos amplificadores da Marshall enviado nesta semana para a imprensa.
"Press-release" é um texto enviado por empresas para a imprensa. Vou tentar explicar um pouco melhor usando o exemplo do press-release da Marshall. Funciona assim: uma empresa (a Marshall) contrata um jornalista. Esse jornalista escreve um texto sobre os produtos da empresa (os amplificadores). O texto descreve de forma objetiva - mas sempre positiva - os produtos (o que são, pra que servem, como funcionam, quando foram lançados, porque foram lançados, onde podem ser adquiridos) e, se possível, acrescenta a esta descrição a opinião de especialistas (no caso, Slash e outros guitarristas que usam os amplificadores da Marshall). O texto é então aprovado pela empresa (Marshall) e enviado para a imprensa (no caso jornalistas de veículos especializados em equipamentos musicais). Esse texto é o chamado "press-release".
Como você já deve ter desconfiado, 99,9% dos press-releases só trazem informações positivas sobre a empresa (no caso, a Marshall) e seus produtos (no caso os amplificadores). Por essa razão, não se deve nunca considerar um press-release como verdade absoluta, porque se trata obviamente de um texto parcial. Mas vou parar por aqui, afinal isso não é assunto para um blog do Guns n' Roses. Ou melhor, é sim! Afinal, nos últimos anos Axl se tornou um especialista em press-releases. Agora CD novo que é bom...
PS: Clique na foto do Slash para acessar uma versão em alta resolução.
Cada dia que passa eu tenho mais vontade de me mudar para a Argentina. Além das argentinas serem lindas e da seleção da Argentina jogar muita bola (ao contrário daquela vergonhosa seleção do Dunga, que aliás não deixa o Ronaldinho jogar por causa disso), lá no país dos hermanos o rock vive! Comprove assistindo o vídeo abaixo de Steven Adler tocando "Nightrain" com sua banda Adler's Appetite no clube Roxy de Buenos Aires na semana passada. Olha só que animal! Me diga se não dá vontade de entrar dentro do vídeo e cantar junto com esses argentinos lóquis... Como diz um amigo meu, esses caras gostam mesmo de rock n' roll!
VÍDEO ADLER'S APPETITE - "NIGHTRAIN" Ao vivo no The Roxy Club, Buenos Aires, Argentina, 03 de agosto de 2007
Mudando de assunto e deixando a Argentina de lado, como é bom ver Steven Adler tocando bateria de novo e sendo ovacionado pelo público. Steven é simplesmente um dos bateristas mais subestimados da história do rock. O que ele fez em "Appetite for Destruction" é simplesmente absurdo, beira a perfeição. Quem acha que "Appetite" seria o que é sem Steven está muito, mas muito enganado. Basta ouvir qualquer show do Guns n' Roses em 1991 pra ter certeza disso. Ou ouvir o novo Guns n' Roses de Axl Rose...
Mesmo depois de levar uma vida podre de junkie e enfrentar sérios problemas de saúde, Steven AINDA toca muito! Ele pode não ter a "técnica" de um Neil Pearl (ou de um Matt Sorum, para ficar num exemplo mais próximo) mas assim mesmo está muito acima destes caras e ao lado dos maiores do rock. Steven é da mesma escola de caras como Charlie Watts dos Stones, Joey Kramer do Aerosmith, Tommy e Marky dos Ramones e Phill Rud do AC/DC: ele toca simples e faz o difícil parecer fácil.
Mais que isso: Steven tem um groove muito f... que "funciona", que simplesmente "encaixa" nas músicas e que não pode ser imitado nem duplicado! Longa vida a Steven Adler! E que os deuses do rock permitam que um dia ele volte a tocar com seus velhos companheiros de Guns n' Roses...
Está explicado o mistério. Slash revelou em recente entrevista à rádio TK101, da Flórida, porque não subiu no palco com Izzy, Duff e Steven no último dia 28 de agosto, no show de "quase reunião" do Guns n' Roses. Slash esteve no Key Club, em Hollywood, na noite do show (na foto, Slash aparece com Steven ANTES do show) mas surpreendentemente não tocou com Izzy, Duff e Steven (veja mais detalhes no post REUNIÃO - Duff, Izzy e Steven tocam juntos, mas algo dá errado na "quase reunião" do Guns n' Roses). Porque Slash não quis tocar com seus velhos companheiros do Guns? Leia abaixo a explicação de Slash em tradução exclusiva do blog NotíciasdoGuns:
+ ENTREVISTA Slash fala do cenário musical na atualidade
Em outro trecho interessante da entrevista de Slash para a rádio da Flórida, o entrevistador pergunta a Slash porque é tão difícil encontrar discos com solos de guitarra hoje em dia. Slash diz:
"Eu não quero falar mal da indústria e do que está acontecendo com a música hoje em dia mas o fato é que tem um monte de discos sendo feitos por pessoas que não sabem tocar, por isso é difícil você achar bons solos de guitarra. Isso tem acontecido já há algum tempo, acho que é porque dá muito trabalho aprender a tocar guitarra direito. Mas ao mesmo tempo há muitos guitarristas ótimos por aí, muitos melhores até do que eu, mas esses caras simplesmente não conseguem aparecer, não conseguem contratos com as gravadoras. Então eles estão no YouTube, no MySpace tentando acontecer. O fato é que a indústria musical está bem estranha desde o meio dos anos noventa. Vamos ver o que vai acontecer daqui pra frente".
+ ENTREVISTA Slash fala sobre tocar com diferentes artistas
Outra pergunta bastante interessante dessa entrevista foi sobre as várias aparições que Slash fez em álbuns de artistas tão diversos quanto Iggy Pop (na foto, Duff, Iggy, Matt e Slash em 1990) e Michael Jackson (veja vídeo de Slash e Michael tocando "Black or White" AQUI). O entrevistador pergunta se Slash se arrependeu de tocar com alguém e quais foram as melhores participações que já fez:
"Eu sou um tipo de cara que não me arrependo, o que está feito está feito, não vou ficar me preocupando. Pra mim as melhores sessões foram tocar com Iggy Pop no disco "Brick by Brick", tocar com o Motörhead, também gostei pra caramba de tocar com Lenny Kravitz, a gente fez a música "Always on the Run" numa tarde, foi muito espontâneo. Era um riff que eu tinha e que poderia ser uma música do Guns. Mas era muito funky. Então Lenny me ouviu tocar o riff e fez uma grande música com ele [veja vídeo de Lenny Kravitz tocando a música ao vivo com o Guns n' Roses AQUI]. Tocar com Michael Jackson e Ray Charles também foram experiências muito legais".
A íntegra da entrevista de Slash para a Rádio TK101, da Flórida (EUA), concedida em agosto de 2007, pode ser baixada clicando no banner abaixo:
Há muito tempo que Slash e Duff evitam falar longamente do Guns n' Roses em entrevistas. Quando as inevitáveis perguntas são feitas, eles quase sempre repetem que têm muito orgulho do que fizeram na banda mas que tudo é passado e o negócio é bola pra frente (ou seja, o negócio é Velvet Revolver). Mas não foi isso que aconteceu na recente entrevista que Duff e Slash concederam ao My Damn Channel, canal de vídeos online recém-criado por Rob Barnett, ex-executivo da MTV. Duff e Slash falaram longamente sobre o Guns n' Roses. Fizeram elogios a Axl Rose e lembraram com nostalgia das sessões de gravação de "Appetite For Destruction" e de Steven Adler. A entrevista foi concedida ao lendário Don Was, produtor de álbuns de artistas como Rolling Stones, Bob Dylan, Roy Orbison, B. B. King, Willie Nelson, Elton John e Iggy Pop e agora apresentador do My Damn Channel. Veja abaixo os vídeos desta que, sem dúvida, é uma das melhores entrevistas de Slash e Duff nos últimos tempos. E veja também a tradução exclusiva do NotíciasdoGuns para as principais declarações de Slash e Duff.
PARTE 1: Slash e Duff falam sobre roubar discos e virar músicos
Don Was pergunta qual foi o primeiro disco que Slash e Duff compraram. Slash diz que o primeiro disco que ele teve não foi comprado e sim roubado. E que ele roubou não um, mas os dois primeiros discos do Led Zeppelin. Slash diz que em seguida afanou discos do Cheap Trick e "Toys in the Attic" e "Rocks" do Aerosmith. Duff também diz que seus primeiros discos foram roubados. Ele conta que ficou na dúvida entre um disco do D.O.A. (banda canadense de punk) e outro do Kiss, mas acabou ficando com "Alive I" do Kiss. Don Was pergunta quando Slash percebeu que queria ser um músico. Slash diz que quando era moleque cabulava aula com Steven Adler e que eles iam tocar na casa de Steven. Na época Steven tocava guitarra e Slash queria tocar baixo, mas mudou de idéia quando ouviu seu professor de baixo tocando uma música do clássico disco Disraeli Gears, do Cream (banda de Eric Clapton). Slash diz que na hora pensou: "É isso que eu quero!".
PARTE 2: Duff fala sobre baixo, Cameo, Prince, The Clash e Steven Adler
Don Was pergunta sobre as influências de Duff no baixo. Duff diz que é fã de James Jamerson (o revolucionário baixista que tocou em discos seminais da gravadora Motown nos anos 60 e 70) e que cresceu ouvindo todo tipo de música. Conta que o primeiro show que viu foi do The Clash e que pirou vendo Paul Simonon tocando baixo. Duff diz ainda que só começou a levar o baixo a sério no Guns n' Roses. Duff faz uma revelação surpreendente e diz que treinava com Steven Adler tocando sons inusitados (para uma banda de rock) como Cameo (banda de som funkeado) e Prince.
PARTE 3: Slash e Duff falam sobre tocar com Iggy Pop em "Brick by Brick", sobre o processo de composição no Guns e elogiam Axl Rose Don Was lembra do trabalho que fez com Slash e Duff no disco "Brick By Brick" de Iggy Pop (Don Was produziu o disco e Slash e Duff tocaram em várias músicas, como "Home"). Slash diz que foi uma das sessões mais legais que já participou. Was diz ainda que Slash e Duff transformaram completamente as músicas daquele disco. Slash e Duff dizem que receberam uma fita de Iggy com as bases das músicas e que nem pensaram muito, simplesmente tocaram como sempre fazem. Don Was pergunta sobre como era o processo de composição no Guns n' Roses. Slash explica que na época do Guns (e também agora no Velvet Revolver) não existia planejamento. "Alguém chega com uma idéia ou riff legal e a banda começa a tocar em cima. Depois alguém cria uma parte nova e a gente começa a arranjar a música instrumentalmente, tipo 'essa parte é a introdução, esse é o verso, essa é a ponte, esse é o refrão, depois fazemos uma parte instrumental'.". Slash revela que Axl quase nunca cantava nos ensaios mas que quase sempre estava por perto, inclusive dando idéias para o arranjo das músicas e muitas vezes trabalhando nas letras. Slash elogia Axl, diz que ele tem um grande talento para escrever letras. Duff diz que quase todas as melodias que Axl criava eram boas e Slash completa dizendo que Axl aceitava sugestões da banda.
PARTE 4: Slash e Duff falam sobre como compuseram "Nightrain" e comparam "Appetite for Destruction" com "Use Your Illusion"
Don Was pergunta qual música do Guns n' Roses foi composta de forma mais "colaborativa" (com participação de toda a banda). Duff diz que "Nightrain" é um bom exemplo. Ele conta que a banda estava tocando violão e bongôs no apartamento de Izzy antes de distribuir flyers para um show e que de repente surgiu o riff principal da música e logo todos estavam cantando "Nightrain" em cima daquele riff. Slash diz que "Sweet Child o' Mine" e "Paradise City" também foram músicas que contaram com a colaboração de todos na banda. Don Was pergunta se "Appetite For Destruction" é o disco favorito de Slash e Duff. Slash diz que "Appetite" é um disco especial pelo que significou para as pessoas no momento e também porque foi naquela época que a banda "deu liga" e descobriu do que era capaz. Slash diz que "Use Your Illusion" foi uma conquista maior, que a banda tinha praticamente se desfeito e teve que se reinventar para gravar o disco. Duff diz que "Appetite" tem um impacto maior para ele e acredita a houve um processo de "perda da inocência" na composição do álbum. Duff diz que escuta "Appetite" e lembra que eles viviam em apartamentos minúsculos, sem dinheiro, como animais, juntando cupoms para poder comer de graça no McDonald's. "Eram tempos sombrios, mas muito divertidos", diz Duff. E completa dizendo que quando escuta "Illusion" as lembranças são diferentes: "Lembro de dirigir meu Corvette da minha mansão em Mulholland Drive para o estúdio."
PARTE 5: Slash e Duff falam mais sobre "Appetite" e também sobre Axl Rose e Scott Weiland
Don Was pergunta sobre como o fato de Slash e Duff serem milionários mudou o jeito de compor músicas. Slash diz que eles ainda fazem música com a mesma atitude. Slash diz que "a popularidade que o Velvet Revolver tem, eu imagino, é baseada no que é 'nosso' nos discos" [impossível dizer se ele se refere a ele e Duff ou se inclui Scott no termo 'nosso'] e diz que acha difícil fazer um outro álbum de tanto impacto como "Appetite for Destruction". Ainda falando do Guns, Duff diz que a música sempre veio em primeiro lugar para eles e que nunca houve um plano do tipo "vamos ganhar um milhão de dólares e pegar um monte de garotas". Mas Duff diz que acha que a partir do momento em que a banda se tornou milionária "um monte de coisas entrou no caminho" e que a música talvez tenha ficado em segundo plano. Duff diz que agora no Velvet Revolver a banda sabe "desviar" dessas coisas e se focar no que importa, fazer música. Don Was diz que Scott lida com os mesmos temas de Axl em suas letras - alienação, raiva, confusão - mas de um modo mais "impressionista e poético". Slash e Duff concordam e Slash diz que o estilo de Axl é mais direto, sem rodeios.
PARTE 6: Duff fala de Beautiful Disease e Slash fala de Michael Jackson
Don Was diz que assinou a petição online para o lançamento do álbum solo de Duff "Beautiful Disease" (ele diz a verdade, você pode ver a assinatura nº 1126 AQUI e ler sobre/assinar a petição AQUI) e diz que o álbum ganhou proporções míticas. Slash surpreendentemente pergunta a Duff "O que é isso?" e Duff explica que é o disco solo que ele gravou na Geffen Records em 1999 e que nunca foi lançado (Slash diz "Ah, já sei"). Duff conta então a história de como o disco já estava pronto mas que a troca de comando e direcionamento na Geffen Records fez com que muitos discos simplesmente fossem abandonados e que "Beautiful Disease" foi um deles. Duff diz que "não tem controle" sobre o álbum e que se tentar lançá-lo alguém pode processá-lo (É claro que o NotíciasdoGuns não vai deixar você com água na boca. Você pode baixar o disco inteiro AQUI!). Don Was pergunta como Slash vê Michael Jackson. Slash diz que acha Michael Jackson um dos mais extraordinários cantores, compositores, dançarinos e artistas com quem já trabalhou. Diz que era fácil trabalhar com Michael e que Michael gostava de tudo que ele fazia na guitarra. E diz ainda que em alguns momentos difíceis que Slash teve com a banda de Michael o cantor interviu a favor de Slash. "Eu pensava, é isso aí, Michael!", diz Slash.
PARTE 7: Duff e Slash falam de novos artistas que eles gostam
Don Was pergunta se há novos artistas que Duff e Slash escutam atualmente. Duff diz que eles descobriram uma banda nova inglesa chamada Zico Chain (veja vídeo AQUI) e que está ouvindo também Spiritualized (veja vídeo AQUI), os clássicos punk dos Buzzcocks e que adora a banda norueguesa Turbonegro (veja vídeo muito louco AQUI). Slash diz que quase não ouve coisas novas e que acha que a música do novo milênio é muito parecida com a do começo dos anos 80, ou seja, uma bosta. Slash acredita que devem haver muitas bandas boas no mundo mas que ele não consegue ouvir porque elas não conseguem tocar no rádio, na TV, etc. Slash diz ainda que está ouvindo muitos os mestres do blues como Albert Collins, Albert King, B. B. King e Elmore James. Já Duff conta que teve uma fase de ouvir muito Linkwray, um dos pioneiros do rock.
PARTE 8: Slash e Duff falam das diferenças de tocar sóbrio e alterado
Don Was pergunta qual a diferença entre tocar sóbrio e tocar bêbado ou drogado. Slash diz que está sóbrio e que ficou nervoso e ansioso nos primeiros shows do Velvet que fez sem tomar nada. Ele diz que estava muito acostumado a tomar "uns dois drinks para ficar solto" antes dos shows. Duff (que está sóbrio há bem mais tempo) diz que os "dois drinks" de Slash são equivalentes a meio galão de vodca e que ficou assustadíssimo quando tocou sóbrio pela primeira vez. Duff completa dizendo que a sorte é que ele estava ao lado de Steve Jones, John Taylor e Matt Sorum (no Neurotic Outsiders) e que eles também estavam sóbrios.
"E aí, vocês dois estão se divertindo aí?", perguntou Scott Weiland à platéia do Turning Stone Resort and Casino em Verona, NY, nos EUA, na noite de anteontem, segunda-feira, 06 de agosto de 2007. Tudo bem, era uma segunda-feira, mas mesmo assim o show do Velvet Revolver - o segundo da perna norte-americana da RE-EVOLUTION TOUR 2007 - estava mais vazio do que todos poderiam imaginar. Pouco mais de 1.000 pessoas saíram de casa naquela noite para ver o Velvet Revolver, o suficiente apenas para encher a "área do gargarejo" perto do palco. Os fundos e as laterais do cassino estavam praticamente vazios.
Sorte de quem foi ao show, porque Scott, Slash, Duff, Matt e Dave Kushner não decepcionaram, tocando 19 músicas em cerca de uma hora e meia, incluindo sete novas de "Libertad", outras sete de "Contraband", dois covers do Guns n' Roses, dois covers do Stone Temple Pilots e a já tradicional "Wish you Were Here" do Pink Floyd. Ou seja: pode ter faltado gente mas sobrou rock n' roll. A boa novidade ficou por conta de "Pills, Demons, Etc.", que parece mesmo que vai ganhar lugar cativo na turnê. Veja a lista completa de músicas do show:
SETLIST - VELVET REVOLVER Turning Stone Resort and Casino, Verona, NY, EUA, 06 de agosto de 2007
01. Let It Roll 02. Do It for The Kids 03. Sucker Train Blues 04. Superhuman 05. Big Machine 06. She Mine 07. Fall to Pieces 08. The Last Fight 09. Vasoline 10. Pills, Demons, Etc. 11. It's So Easy 12. Just Sixteen 13. Get Out the Door 14. Set Me Free 15. She Builds Quick Machines 16. Wish You Were Here 17. Sex Type Thing 18. Mr. Brownstone 19. Slither
Muitos fãs se sentiram engambelados porque o Alice in Chains havia sido anunciado como banda de abertura do show do VR mas não havia nem sinal de Jerry Cantrell e sua banda no cassino. Um fã que se identifica como Wakeview ficou revoltado. "Eles enganaram a gente. Quando chegamos eles simplesmente disseram que o Alice in Chains não ia tocar nessa perna da turnê. Mesmo assim foi um bom show", escreveu no site Velvet-Revolver.com.
No mesmo site, o fã Mestfool disse que fazer o show no cassino não foi uma boa idéia. "O Turning Stone é um lugar legal para apostar mas pra shows é uma bosta", disse. "A segurança é infernal, não dava para tirar fotos nem com o celular, imagine com uma câmera. Pior, eles não vendem bebida alcoólica e não deixam você trazer sua bebida de casa", completou. O próprio Scott Weiland comentou a proibição de consumir álcool durante o show. "Sóbrio num cassino? Isso é uma contradição do caralho", disse Scott. Os fãs adoraram.
O jornalista Mark Bialczak (mbialczak@syracuse.com) do site Syracuse.com acompanhou o show e escreveu que "Scott Weiland cumpriu à risca o papel de rock star" com suas roupas, sua presença de palco e sua atitude. Disse ainda que foi bom ver a banda tocar um clássico como "Wish You Were Here do Pink Floyd". Mas no final do seu artigo (que pode ser lido na íntegra AQUI), o jornalista deixou no ar a pergunta: "Não seria melhor ver Slash, Duff e Matt tocando seus próprios clássicos como 'Welcome to the Jungle' com Axl Rose?".
Uma pergunta absurda, completamente inadequada. Afinal o jornalista cometeu um erro primário e se esqueceu de incluir Izzy Stradlin e Steven Adler na pergunta. Anote aí, Mark: na próxima vez que for fazer essa pergunta, o enunciado correto é: "Não será perfeito quando Axl Rose, Izzy Stradlin, Slash, Duff Mckagan e Steven Adler voltarem a ser uma banda, tocando os clássicos de Appetite For Destruction e escrevendo novas músicas?". Agora sim estamos conversados, Mark!
LEIA MAIS SOBRE A PERNA NORTE-AMERICANA DA RE-EVOLUTION TOUR 2007
Depois do histórico (ainda que decepcionante) show com Izzy e Duff (e com Slash e Gilby na platéia), Steven Adler embarcou para uma turnê sul-americana com a nova formação de sua banda "Adler's Appetite". Adler fez um show na sexta-feira passada no Roxy Club de Buenos Aires, na Argentina. E você pode baixar o show aqui no NoticiasDoGuns. O show está em formato MP3 e tem boa qualidade de som!
DOWNLOAD MP3 Adler's Appetite Ao vivo no The Roxy Club, Buenos Aires, Argentina, 03 de agosto de 2007 Qualidade: Audience Recording
01. Intro 02. It's So Easy 03. Nightrain 04. Out Ta Get Me 05. My Michelle 06. Mr. Brownstone 07. Rocket Queen 08. Civil War 09. Knockin' On Heaven's Door 10. Mama Kin 11. Paradise City 12. Sin City (cover do AC/DC) 13. Intervalo 14. Solo de Bateria 15. Sweet Child O' Mine 16. Welcome to the Jungle 17. Outro
BAIXE OS ARQUIVOS:
SHOW COMPLETO (link rapidshare disponibilizado por estebanf)
DOWNLOAD PARTE 1 (link filesend disponibilizado por Soy Tu Vortice) DOWNLOAD PARTE 1 (link filesend disponibilizado por Soy Tu Vortice)
Aconteceu neste domingo, 05 de agosto, o primeiro show do Velvet Revolver na perna norte-americana de verão da turnê REVOLUTION TOUR 2007. A banda tocou no segundo dia do Virgin Festival 2007, no Pimlico Race Course, em Baltimore, nos EUA (na foto, imagem do público refletida no óculos de Scott Weiland). O Velvet tocou no "Palco Sul" depois de três bandas desconhecidas (Aiden, Matisyahu e Explosions in the Sky), dos reverenciados punks do Bad Brains e do Wu-Tang Clan. O 311 fechou a noite após o show do Velvet Revolver. Também tocaram neste festival bandas como The Police, Smashing Pumpkins, Cheap Trick e até a brasileira CSS (Cansei de Ser Sexy).
O Velvet Revolver abriu com "Let it Roll", primeira música de "Libertad" e depois tocou "Do it for the Kids" e "She Mine". Durante o show a banda praticamente repetiu o setlist dos shows que fez no primeiro semestre de 2007, alternando músicas novas de "Libertad" - como a ótima "Get out the Door", a balada "The Last Fight" e a sensacional "Just Sixteen" - com outras já conhecidas de "Contraband" como a pesada "Suckertrain Blues" e a balada chatinha "Fall to Pieces". A banda tocou ainda "It's so Easy" do Guns n' Roses e "Vasoline" do Stone Temple Pilots e encerrou o show com "Set me Free" e "Slither".
Veja abaixo vídeos amadores de "It's so Easy" e "Fall to Pieces" filmados da platéia (a imagem está tremida mas a qualidade de som é boa):
VÍDEO - "IT'S SO EASY" Ao vivo no Virgin Festival, Pimlico Race Course, Baltimore, MD, EUA, 05 de agosto de 2007
VÍDEO - "FALL TO PIECES" Ao vivo no Virgin Festival, Pimlico Race Course, Baltimore, MD, EUA, 05 de agosto de 2007
O show começou no final da tarde com tempo bastante nublado (veja na foto de Scott e Slash) e ainda durante a apresentação choveu forte para a alegria da platéia, que não aguentava mais o calor infernal do verão de Baltimore (será que foi o calorão que fez essa moça tirar a roupa?). O show foi mais curto que o normal (com cerca de uma hora de duração) porque o Velvet não era a atração principal do festival. Mas isso não afetou a performance. De acordo com uma review postada pela fã lovenduff no site VelvetRevolverForum.com, o show foi bem dinâmico e "a banda parecia estar genuinamente se divertindo".
O site da revista Rolling Stone escreveu um comentário irônico sobre os novos hábitos de Duff e Slash. "Você sabe que os tempos mudaram quando uma garrafa de O’Doul’s (cerveja não alcoólica) está colocada orgulhosamente sobre o amplificador num show de Slash e Duff". Mas segundo o site do jornal Times Dispatch de Richmond, a banda agradou mesmo sem os tradicionais estímulos etílicos: "O Velvet Revolver é uma das poucas bandas de rock veteranas que está fazendo as coisas acontecerem hoje em dia." Já o Washington Post destacou que o festival teve vários tipos de rock - art rock, indie rock, rap rock, electro rock e dance rock - mas que "o rock que o Velvet Revolver tocou não precisa de adjetivos, é simplesmente rock n' roll".
A visão do Van Halen desmembrado na Cerimônia 2007 do Rock and Roll Hall of Fame (veja AQUI) fez Slash reavaliar suas brigas e desentendimentos com Axl Rose. "Recentemente nós [Velvet Revolver] tocamos na cerimônia de nomeação do Van Halen para o Hall da Fama do Rock (veja vídeo AQUI) porque os caras do Van Halen eles estavam brigados e não conseguiram se juntar para tocar. Aquilo mudou meu ponto de vista. Me fez ver que brigar com seus companheiros de banda é uma coisa muito infantil", disse Slash em entrevista à revista britânica Q.
A declaração de Slash é mais uma pista de que uma reunião completa do Guns n' Roses não é tão impossível quanto muitos imaginam. Ainda mais depois do show do último dia 28 de julho, quando Izzy, Duff e Steven voltaram a tocar juntos depois de 17 anos (veja post REUNIÃO Duff, Izzy e Steven tocam juntos).
Depois do "Spaghetti Western" no videoclipe de "She Builds Quick Machines" (veja AQUI), o Velvet Revolver já prepara um novo clipe. A música escolhida para ser o segundo single de "Libertad" é a balada "The Last Fight". A filmagem do vídeo estava marcada para acontecer na quinta-feira passada, 02 de agosto, nos arredores de Los Angeles, nos EUA. A faixa será enviada às rádios no dia 20 de agosto. É razoável, portanto, prever que o clipe esteja pronto na mesma data.
De acordo com esta matéria no site da MTV, a letra da música fala sobre um soldado norte-americano que passa sua última noite nos Estados Unidos discutindo com sua mulher antes de partir para a guerra. Não se sabe se o clipe vai reproduzir essa história nem se Slash, Scott, Duff, Matt e Dave vão atuar no clipe (como fizeram no vídeo de "She Builds Quick Machines"). Um dos poucos detalhes que vazaram é que os produtores do vídeo procuravam por uma "mulher branca, bonita, de idade entre 20 e 25 anos" para ser protagonista do clipe.
Enquanto o novo vídeo não sai, assista abaixo a performance ao vivo de "The Last Fight" no 9:30 Club, em Washington DC, nos EUA, no dia 15 de maio de 2007.
VÍDEO VELVET REVOLVER - "THE LAST FIGHT" Ao vivo no 9:30 Club, Washington DC, EUA, 15 de maio de 2007
Outras performances ao vivo de "The Last Fight" gravadas profissionalmente estão disponíveis. Uma delas aconteceu no programa "Jimmy Kimmel Live!", em Hollywood, nos EUA, no dia 12 de julho de 2007. Você pode ver essa performance no site oficial do programa "Jimmy Kimmel Live!". Você também pode fazer o download de "The Last Fight" ao vivo no Yahoo! Nissan Live Sets. A performance aconteceu nos estúdios da 20th Century Fox, em Century City, na Califórnia, em 20 de abril de 2007, e o link está AQUI. Para baixar o show completo (MP3 e vídeo) do Velvet Revolver no Yahoo! Nissan Live Sets veja o post DOWNLOAD: MP3 + VÍDEO! Velvet Revolver ao vivo no Yahoo! Nissan Live Sets, 27 de abril de 2007.
Matt Sorum (foto) declarou recentemente à revista RollingStone que achou que o Velvet Revolver ia acabar antes da gravação de "Libertad". "A gente não estava se dando bem. Teve horas que eu achei que a banda ia acabar. Esse é meu maior medo, porque eu não acho que eu tenha energia para começar outra banda do zero. Mas chegou uma hora que nós olhamos uns para o outros e dissemos: 'Não vamos foder com essa banda'", explica Matt.
O baterista disse ainda que chegou a temer que Scott Weiland abandonasse o Velvet Revolver quando se reconciliou com os irmãos Robert e Dean DeLeo, seus antigos companheiros de Stone Temple Pilots. Mas logo percebeu que aquilo não iria acontecer. "Eu não acho que o mundo está segurando a respiração e esperando pela volta do Stone Temple Pilots", alfineta. E falando em alfinetadas, Matt acaba de lançar uma linha de roupas com seu amigo Max Noce. Veja fotos de Matt e também de Duff Mckagan, Slash, Jerry Cantrell (guitarrista do Alice in Chains) e de um cara que parece muito com Johnny Depp usando as roupas da marca SorumNoce AQUI.