segunda-feira, 5 de maio de 2008

ASSISTA "Com Axl nós até aguentávamos. Afinal era o Axl. Mas Scott? Ele não é Axl", diz Slash

Texto: Luciano Loccy (DIREITOS RESERVADOS/REPRODUÇÃO PROIBIDA)
Fonte: EddieTrunk.com
Foto: Photo7.yupoo.com

Slash disse que aguentou muita coisa de Axl Rose justamente porque se tratava de... Axl Rose. Mas disse que não tem saco para aguentar a mesma chatice vinda de um cara como Scott Weiland. Por um motivo simples: "Scott não é Axl", diz Slash. A afirmação foi dada em entrevista para Eddie Trunk, um dos principais DJs de rock de Nova York, no último dia 28 de abril. Segundo Eddie Trunk, Slash estava na cidade para fazer uma participação especial num show de Nile Rodgers. Veja o que Eddie disse sobre a entrevista:

- Nós conversamos por meia hora. As principais coisas que Slash me falou foram: 1) O Velvet Revolver vai continuar; 2) Ele concordou que o Velvet poderia ter feito discos melhores mas disse que problemas dentro da banda impediram que isso acontecesse; 3) Ele entende que as pessoas queiram a volta do Guns n' Roses mas acha que isso dificilmente acontecerá num futuro breve; o principal problema para voltar a trabalhar com Axl é o fato de Axl não ser profissional e sempre deixar as pessoas esperando.

Veja o vídeo com a entrevista de Slash e leia (mais abaixo) a tradução exclusiva do blog para os principais trechos da entrevista:


VÍDEO Entrevista de Slash para Eddie Trunk
Programa "MSG,NY", New York City, EUA, 28 de abril de 2008



Principais declarações de Slash:

NOVO CANTOR DO VELVET REVOLVER

- A gente quer encontrar um cara que tenha uma grande personalidade, que cante bem e que seja um cara legal. E seguir em frente.

- A gente chegou num certo ponto com Scott e quer seguir com um cara que possa dar prosseguimento ao que a gente está fazendo.

SCOTT WEILAND
- A gente sempre se perguntava se valia a pena seguir com Scott. Mas a verdade é que ele canta bem e tem presença de palco, então a gente resolveu arriscar e seguir com ele. Mas logo depois que a gente acabou de gravar 'Libertad' e começou a viajar para as turnês, as coisas começaram a ficar bem feias e cada vez piores. E a gente foi ficando de saco cheio e vendo que não ia dar para continuar com ele.

- A gente nem falava com ele na última parte da turnê na Europa. E aé ele chegou no palco e disse que a banda ia acabar. O que não era exatamente verdade. A gente já sabia que ia continuar sem ele.

AXL ROSE X SCOTT WEILAND
- O que está acontecendo conosco no Velvet Revolver é bizarramente semelhante ao que aconteceu no Guns n' Roses. A única grande diferença é que... Você sabe. Scott não é Axl. Com Axl era tolerável. Mas com Scott era tipo: 'Eu não vou passar por tudo isso de novo por causa de você'.

TRABALHAR COM CANTORES "ESTRELA"
- Eu jurei para mim mesmo que não ia mais passar por nada parecido [com o que rolou com Axl no Guns]. As pessoas têm me sugerido alguns nomes mas eu já digo logo que não quero mais lidar com esses caras. A gente precisa de um cara normal que goste de subir no palco e cantar. Eu não aguento mais esses caras com mentalidade de pop star, tipo 'Eu preciso disso, eu quero aquilo, eu não trabalho aos domingos, blá, blá, blá', você sabe.


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Veja tradução da matéria "Guns n' Roses versus Velvet Revolver" da revista Classic Rock
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Encontre: Axl Rose; Guns n' Roses; Slash; Velvet Revolver

Um comentário:

thedoidinho disse...

Mesmo este blog sendo pró GNR (como indica o nome), ainda é uma boa fonte de notícias do GNR. Uma nota interessante é um elogio de slash à Scott (canta bem e tem presença de palco), até então,Slash era só farpas para com Scott, oque eu achei até injusto, já que Scott viabilizou o VR (vide documentário à procura de um vocalista, a história do VR)...

Não acho Contraband fraco, a proposta era outra, ser diferente do GNR, e eles conseguiram. Mesmo sendo menos versátil que Liberdad, o álbum vendeu bem e teve boas críticas até. Slash fez oque eles queriam, ser diferente do GNR, afinal.

Quanto ao padrão GNR de qualidade, o que eu acho é que as bandas são diferentes, e que não dá pra comparar mesmo, são épocas diferentes. Além disso, os músicos estão mais velhos, com $$$ no bolso, e eu acredito que isso influi muito no resultado final. Veja o caso dos Rolling stones, eu gostei bastante do disco "A Bigger bang" de 2005, mas não dá pra comparar com os discos da fase 1967-1974. Mesmo assim, prefiro ouvir o Bigger bang, muito melhor que muita coisa que há por aí.

Mesmo sendo fã do antigo GNR, não gostaria de ver um retorno do GNR original hoje. Axl está com menos voz, seu gosto pende mais pra outras coisas como industrial, apesar de ainda ver coisas como queen e elton john em influências. Hoje, acho melhor ver axl com Finck, embora Finck tenha voltado para o NIN (vide site oficial). E, o principal motivo, a falta de laços mais profundos de amizade. É , na minha opinião, o motivo das superbandas não durarem. E é o motivo de eu não botar muita fé no VR como uma banda de longa duração hoje (seria bom se o tempo me mostrasse o contrário).

A mesma coisa acho dos ex integrantes do GNR, eu já quis que eles fizessem uma banda sem o axl, em um estyilo pró rolling stones, coisa que o izzy faz bem. Mas acho que eles se testaram e fizeram coisas interessantes com o VR. Gosto de Stones, e não acho que a coisa mais interessante de Liberdad é Just 16, bem pró- stones. Li coisas , tanto em blogs gringos quanto em fóruns nacionais, de gente que não gostava de STP mas curtiu Scott no VR. Enfim, gosto é gosto.

Falo isso pq já fui grande fã de GNR, e foram as bandas que surgiram entre 91 e 94 que me fizeram abrir a cabeça em relação a um mundo além do GNR, além dos vocais de axl e dos solos de slash. Dentre elas, pearl jam e stone temple pilots. Depois que ouvi estas bandas e outras, senti meu gosto musical ser ampliado.

Por fim, este blog que sempre posta curiosidades de ex membros do Guns, há fotos e áudios do show de Duff com o Mike Mcready do PJ, no blog www.pearljamevolution.blogspot.com, acesse lá.


Wagner
Musik4friends